Quem nunca empreendeu sente uma inveja impressionante de quem tem teve a coragem de tentar abrir um negócio, neste caso a mediocridade não pode sentir outra coisa senão inveja, tendo em vista que não havendo coragem e nem conhecimento para nada, resta-lhe urubuzar o outro. Uma das muitas ironias da vida é que, quem trabalha e se dedica aos próprios projetos não tem tempo de invejar ninguém, e ao mesmo tempo nem pode se dar ao “luxo” de esquecer de cuidar de si mesmo. O invejoso e o medíocre são pessoas que, de alguma maneira, decidiram antecipadamente ficar do lado sombrio da vida, estão sempre no caminho oposto ao da luz a ponto de se esquecerem de cuidar até de si mesmos. Esse tipo de “cidadão comum”, comum porque no Brasil infelizmente a maioria é assim, ao invés de ficar agradecido pelos produtos e serviços prestados prestados pelos outros; prefere sentir inveja. Esse tipo de gente prefere optar por não querer assumir responsabilidades por nada, mas acredita que pode ter mais e mais dinheiro sem assumir nenhum risco, quer ficar rico, mas não quer ter que trabalhar doze, quatorze, dezesseis horas por dia. Assim, fica fácil para qualquer um querer a vida de rico, mas não há contrapartida nesta ideia vazia, não há esforço, não há dedicação, o “cidadão comum” não quer trabalhar igual ao que o rico trabalha, quer apenas o lado bom de algo que imagina ser merecedor sem nada ter feito para merecê-lo.
Como isso pode?! De fato, isso não pode dar certo, por isso, para pessoas medíocres, é mais fácil invejar. Será que alguém disse para este “cidadão comum” que o rico não trabalhava?! Provavelmente alguém o convenceu que sim, e o pobre miserável do invejoso não é que acreditou?! Uma das poucas vantagens mais óbvias de uma pessoa rica é a flexibilidade de horários, e talvez, o fato de que normalmente não tem um chefe dizendo o que ela deve ou não fazer, porém, todas as responsabilidades possíveis por cada ato, por cada decisão, por cada erro, tudo cai nas costas de quem tomou a frente de um negócio, de quem assumiu os riscos e, por isso mesmo, quando o lucro chegar (e se chegar?!), o empreendedor faz tudo o que faz geralmente com a esperança de que vai valer a pena, de que os lucros serão maiores do que o salário de quem fica trabalhando de empregado, mas isso acontece apenas quando o negócio dá lucro, pois, caso fique no prejuízo, o empreendedor terá que arcar sozinho com todos os custos, e o empreendedor já é sempre o último da fila quando as coisas estão boas, e pior ainda quando tudo fica ruim. Quando o lucro é bastante, ele ganha, quando não existe lucro, fica apenas com os ônus, com as despesas, com os custos e as dores de quem ousou tentar levar um negócio adiante. Mas isso você não quer, você ou esse suposto “cidadão comum”, quer apenas o melhor de dois mundos, quer obter altos ganhos como se fosse possível ter a estabilidade de um salário caindo na conta todos os meses, como algo garantido, inquestionavelmente sacramentado, sem riscos, sem alterações, mas ao contrário do que a realidade demonstra, pensa que, por algum motivo “divino”, você pode ter coisas pelas quais nem sabe como fazer para obter o dinheiro necessário, deseja o impossível, e se não consegue o que quer, a culpa é do mundo! Nem imagina o que deve ser feito para realizar tais desejos, mas você não sente apenas inveja de quem consegue, você quer que todos sejam pobres e medíocres, afinal de contas, sem uma referência financeiramente superior, a mediocridade desaparece?! Não, apenas se intensifica em um tipo de padrão bizarro de pobreza e esquizofrenia ideológica, são invejosos que tentam ganhar alguma coisa sempre jogando contra, raramente estão tentando construir alguma coisa, é um tipo de ser que vive da miséria dos outros.
É fácil pensar que para o rico basta só piscar os olhos e o dinheiro começa a cair na conta, na hora! Mas sim, é verdade que para algumas pessoas que alcançaram patamares elevados de riqueza, patamares realmente incríveis em que a bonança não cessa, o dinheiro aparece com mais frequência e abundância, mas com a maioria dos negócios não é assim que acontece, tem que correr atrás feito louco para conseguir manter um padrão mínimo em que possa ser considerado como sendo algo recompensador por todos os esforços e riscos adquiridos, às vezes, são anos e anos de esforços sem alcançar o sucesso financeiro tão desejado. Mas você não quer isso para você, você apenas fica infantilmente acreditando no “lado bom” de ser rico sem nenhuma possibilidade de esforço, pensa na fartura, não acredita nos sacrifícios, pensa nos altos ganhos, no devaneio de quem não sabe nada a respeito do que está imaginando, e por isso mesmo, continua na pobreza. Você quer o carro que o patrão possui, mas não quer ter que perder noites e noites de sono, porque coisas terríveis acontecem e você prefere acreditar que elas só existem para você, mas não os outros que empreendem, e é exatamente o contrário disso (neste caso, a fantasia não basta! Os problemas não desaparecem só porque o invejoso acredita que tem que ser assim.), problemas terríveis sempre estão a atormentar a cabeça de quem administra um negócio, e o empreendedor é aquele que sofre sozinho, pois se fosse do tipo que fica a se lamentar, dificilmente teria como obter sucesso na vida. O empreendedor não fica ruminando problemas, vai à luta e resolve o que for possível. O empreendedor é do tipo que tem que ser forte, aquentar o tranco, e por muitas e muitas vezes faz isso sozinho, sem poder contar os problemas para ninguém. E olha que os problemas são coisas que vão se multiplicando em qualquer tipo de negócio, e que ninguém poderá ajudar a resolver, muitas vezes, nem mesmo o próprio empreendedor sabe como vai resolver os problemas que estão “pipocando” a cada segundo, e alguns problemas já fugiram do controle há meses, e ele vai assim mesmo, “toureando” como se fosse possível segurar um monstro pelos chifres.
A inveja e a mediocridade andam de mãos dadas, porque se a pessoa começar a gastar tempo e energia para conseguir obter as coisas por meio do próprio suor, ela não vai ter tempo nem de ser invejosa e menos ainda de ser medíocre. Dificilmente o medíocre e o invejoso habitam corpos de pessoas batalhadoras e comprometidas com os próprios projetos, porque pessoas invejosas estão sempre ocupadas em ficar reparando o que outros estão fazendo, e não percebem que não estão gastando tempo com elas mesmas com coisas produtivas, instrutivas, e por isso se preocupam tanto em invejar os outros que, o processo de auto insignificância vai quase que acontecendo sozinho, por isso é mais fácil se sentir como um coitadinho, uma vítima do sistema, um desamparado, qualquer ideia idiota é mais fácil do que arregaçar as mangas e partir para a luta. Ao contrário de quem sabe que o sucesso depende apenas de si mesmo, o invejoso é alguém que acredita em “milagres ideológicos”, e nega a realidade como quem parece ter visto um fantasma.
P.S. – obviamente que o invejoso não acredita em milagres religiosos, acredita sim em acontecimentos estapafúrdios, desconexos, sem nenhuma possibilidade de algum contato com a realidade, o invejoso é por natureza um ser utópico e extremamente infantilizado e ridículo.