A ideia de que existem memórias que nós mesmos as inventamos é algo comum no meio filosófico e literário, nestas áreas as pessoas falam a respeito deste tema com a maior naturalidade, mas as pessoas comuns não conseguem conceber tais ideias com muita facilidade, mesmo que lhes seja provado que a questão possui uma verdade natural, como sendo algo profundamente factível ao ponto de que não podemos afirmar o seu oposto, ou seja, nem sempre podemos afirmar se esta ou aquela memória é real, pura, inventada ou, quem sabe, que até seja algo totalmente inexistente, nem sempre podemos confiar de maneira cega na memória, nem tudo o que pensamos pode ser de fato algo que tenha alguma relação com a realidade, com um fato ou que estejamos imaginando, apenas pensamos que estamos lembrando, quando na verdade, estamos inventando. A mente humana possui suas próprias artimanhas, subterfúgios, às vezes funcionando até mesmo como um tipo de armadilha ficcional, tudo isso faz parte da nossa existência quase como se pudéssemos ser uma pessoa diferente de nós mesmos, autônoma e independente da nossa própria consciência, o tempo todo alternando entre uma realidade e uma fantasia que se passa por realidade, e tem sido assim desde o início de  nossas vidas, o que obviamente não podemos provar que seja verdade, e menos ainda que seja uma mentira. Mas certamente há alguma coisa de verdadeira nesta questão, pois somos seres imaginativos, e por isso mesmo não é possível garantir com absoluta precisão o que de fato é ou não uma memória inventada ou real, verdadeira, e ainda temos outros aspectos interessantes a considerar, somos seres com certa dualidade natural, como se houvesse dentro de cada pessoa um outro ser agindo, às vezes à revelia, descontrolado, infelizmente a ideia em si mesma não é totalmente impossível, absurda. Por isso, sim, é possível inventar memórias!

Mas e se o tema da memória inventada for algo advindo de fora, de alguma pessoa da nossa mais íntegra e pura confiança? Como sendo algo difícil de desconfiar, como por exemplo um acontecimento qualquer que foi embasado nos relatos dos nossos próprios pais?

Assim aconteceu com uma criança no Canadá que foi convencida desde pequena a pensar, a agir e a acreditar ser outra pessoa contrária ao o que de fato sempre foi; um menino.

David Reimer, nascido em agosto de 1965, ainda muito criança passou por uma cirurgia de circuncisão mal sucedida, algo que talvez tenha mesmo ocorrido de maneira “acidental” (uma especulação difícil de ser apurada, pois o mundo está repleto de “acidentes” úteis), obviamente que ter o próprio pênis destruído não serviu senão para causar dor e muitos problemas pessoais. O psicólogo progressista J. Money (de nome muito sui generis), diante da já falida crença de intervenção do homem que se sente “ungido por ele mesmo”, herdeiro de alguma sabedoria extraterrestre quanto a decidir sozinho de que maneira a civilização deve ou não viver suas vidas. J. Money conseguiu convencer a família a criar o próprio filho como se fosse uma menina, tudo em decorrência do tal “acidente”. Assim, baseando-se na teoria de que a atribuição de identidade sexual é algo como uma “construção social” (perdoe-me pelo excesso de aspas, mas sinceramente, é melhor assim), como algo a ser aprendido, negando a própria natureza das coisas, e como todo demônio progressista “auto suficiente”, insistente na defesa de uma ideia do homem-deus disfarçado de “bom-samaritano”, sempre tentando controlar a sociedade, pois afinal de contas o homem progressista é o próprio “deus na Terra”. Conforme relatos, não muito precisos, o sexólogo Milton Diamond foi acompanhando o caso, a certa altura tudo parecia transcorrer dentro de certa “normalidade”, até que David não estava mais se identificando como sendo uma menina e, aos quinze anos, começou a viver como um garoto.

O resultado foi que em algum momento de sua vida David Reimer resolveu expor o caso publicamente a fim de desencorajar tais práticas médicas similares ao seu caso, sendo que aos trinta e oito anos de idade, sofrendo muito com a experiência da qual foi exposto, ele acabou cometendo suicídio.

Essa história agora poderá ser acompanhada mais de perto por meio do filme documentário realizado pela empresa produtora de conteúdo cinematográfico Brasil Paralelo com o nome de John Money (lançamento 2026).

Há anos essa triste realidade tem sido tema de debate entre pessoas do meio acadêmico, mas por algum motivo (dos quais podemos imaginar muito bem), os progressistas se permitiram a “esquecer” do acontecimento da vida David Reimer, certamente que qualquer pessoa de bom senso sabe que cairá no esquecimento progressista qualquer prova, argumento ou mesmo fato real que não corrobore com as narrativas estapafúrdias deles mesmos; os progressistas. Para eles, tudo o que não interessa deve ser, e será ignorado, logo, eles se fazem de rogados e, de repente, é como se nunca ninguém jamais tivesse ouvido falar do acontecimento.

Podemos até não ter certeza absoluta de que algumas lembranças, ou quem sabe todas as nossas lembranças, das melhores as piores memórias, possam em algum momento fazer ou não sentido real em nossas vidas, mas algo tão forte como o simples fato de ter nascido homem ou mulher não é algo que pode ser ignorado ou apagado, assim, ao bel prazer dos “especialistas” em nome da destruição de vidas alheias (sempre vale ressaltar, o prejuízo é sempre dos outros, nunca deles, os progressistas), mas não sem antes tremular a bandeira de humanitaristas, humanistas, trans humanistas e o diabo-a-quatro. O jogo dos progressistas não é em nome da vida e nem da liberdade, mas sim da perpétua tentativa de serem eles o poder único, totalitário. Nem que para isso tenham que inventar uma falsa memória de si mesmos!

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