Estamos em desenvolvimento ou em declínio? Como saber onde e quando estamos em uma, ou em outra situação? Onde, por muitas vezes, a falta de conhecimento gosta de se passar por “sabedoria”. Em uma sociedade repleta de fingimentos, mentiras e falcatruas, a verdade é a que menos aparece e, para ser mais direto, a verdade tem sido vilipendiada há centenas de anos, execrada, repudiada, mas o simples fato de tentar apontar esta questão já poderá gerar uma falsa comoção dos mentirosos (histerismo coletivo) a fim de tentar destruir, arruinar, “desmascarar” quem vier a tentar apontar o dedo para tais problemas. Por isso, em alguns aspectos, não está nada difícil de concluir que a humanidade está em declínio há bastante tempo, o que não significa necessariamente que em algumas áreas específicas o desenvolvimento não esteja acontecendo, mas o que surpreende é que podemos muito bem estar nos dois campos ao mesmo tempo, ou seja, desenvolvimento tecnológico acontecendo simultaneamente com declínio moral e civilizacional, de maneira inconsequente a busca por prazer e as tentativas constantes de ver realizados os próprios desejos pode nos levar a vícios e derrotas profundas, mas é óbvio que isso não depende do ponto de vista de quem quer seja, pois, não é possível aceitar uma moral relativa, relativismo é um tipo bandido de antimoralismo moralista, ou seja, uma tentativa de subversão da moral atual para tentar instalar uma nova “moral” que os favoreça, portanto, é impossível vivermos sem um tipo específico de moralidade, se não estivermos com a verdadeira-moral, estaremos com a falsa-moral (nem que seja por puro cinismo, pois antes de mais nada, com um tipo esquizofrênico de Mito da Caverna de Platão, o que interessa aos ignorantes é que sua ignorância não seja revelada). Acontece que, com ao menos um pouco de boa vontade, tentar fazer uma análise mais detalhista e abrangente pode ajudar a gerar algum resultado imparcial e verdadeiro que se torna aproveitável de um ponto de vista positivo, mesmo que o resultado seja pífio, porém, uma tentativa urgente e necessária deve se fazer presente, com um pouco de conhecimento, com algum esforço mental e com o máximo de imparcialidade possível, mas até isso hoje em dia está difícil, tudo pode parecer muito simples e ao mesmo tempo pode se revelar muito contraditório e, caso uma segmentação por temas seja algo acessível como base de apoio para que haja um ponto de partida, certamente poderá ajudar a elucidar algumas questões, principalmente ao apontar de maneira corajosa que existe uma presença permanente do comportamento emotivo, algo que tem sido o mais preponderante na humanidade, a base pela qual repousa todo o conhecimento humano é construída por pessoas que estão sempre, o tempo todo de suas vidas, permanentemente com algum sentimento que, de alguma maneira, sempre estão a contaminar as opiniões e os resultados das pesquisas, consciente ou inconscientemente (algumas pessoas são hiper talentosas em transparecer imparcialidade onde quase tudo o que fazem é exatamente ideológico), todo o discurso é uma tentativa de se obter respeito e poder, não podemos jamais nos esquecer disso! E a manipulação de dados científicos não está imune a essa questão, ao contrário, o ideologismo praticamente se baseia na tentativa permanente de obtenção de poder relacionado a suas ações, essas pessoas não estão interessadas na verdade, o interesse único está em obter e manter o poder conquistado, e essas pessoas, ao mesmo tempo em que fazem todo um esforço para ficar as escondidas, disfarçando os supostos avanços humanos como se fossem desenvolvimento ético e moral, tecnológico, financeiro, produtivo, político social, humanitário, etc. (com alguma exceção quanto a questão do desenvolvimento técnico que muitas vezes passa intocado), mas sim, obtenção de poder de quem está por trás das operações contaminando os resultados com ideologismos, esses mesmos que se dizem defensores da ciência é que estão de fato mascarando suas reais intenções, a ciência se tornou um fantoche, um títere no discurso ideológico, uma marionete nas mãos de idiotas ideologizados.

Um dos temas principais desta análise poderia muito bem ser o tema religioso, quando falamos em a “Análise da Queda”, esse tema deve de imediato surgir na cabeça de alguém que possua algum conhecimento cultural, religioso e histórico da Bíblia (Conhecimento cultural e religioso? Tudo junto ou separado? Coisa rara!), de que estaríamos a tratar do nascimento da consciência, ou, no caso mais voltado para o religioso, da questão que envolve o acontecimento bíblico do “pecado original” com Adão e Eva em que, apesar de sua importância, e por estar basicamente ligado ao tema da religião, quase que isoladamente (e por isso mesmo), não será tratado neste artigo.

Assim, nos resta os temas materialistas ligados a tecnologia, dinheiro, sistemas produtivos, sistemas políticos e sociais como um todo, e assim, hoje temos bem menos presente do ser biológico perdendo espaço para o psicologismo, o que a pessoa pensa de si mesma passa a ter mais importância do que a própria realidade lhe apresenta. Com a importância biológica relativizada e diminuída, pelo que tudo indica, tem sido o primeiro aspecto a sofrer deformações reais, gigantescas, escatológicas. “Cientistas” que negam a biologia são como prostitutas virgens em um puteiro de ilusões perdidas julgando-se a si mesmos como se fossem santos, é a sacralização do pecado.

Ao negligenciarmos a biologia, colocamos o ser humano como algo que existe além do seu próprio corpo físico, mas ao mesmo tempo em que eles negam o transcendental criam o materialismo dialético dogmático religioso (é contradição pura, em seu mais alto nível de estupidez), mas a artimanha funciona para os mais ignorantes, retiram o sagrado do que de fato é sagrado, e atribuem um falso sagrado ao que é profano. E assim também acontece com outros temas, e vamos nos contradizendo ao confundir nossos pensamentos com nossos corpos, e por isso fica fácil de apontar com alguma precisão e confiança de acerto de que você não é a sua perna (pois você transcende as suas próprias partes), você não é o seu cotovelo, você não é a sua orelha, você não é o que você faz com o seu corpo (porém, por meio do seu corpo é possível se autodestruir em delírios materialistas, ou seja, vícios), pois, você certamente deve saber que ao perder um dedo, ou perder a capacidade de andar, ou mesmo parar de enxergar, é importante que saiba que nada disso é você, você não é a essência resguardada, reservada em um pedaço do seu corpo, um olho, um cotovelo, um dedo ou coisa que o valha, as partes sozinhas não são muita coisa, isoladas são apenas pedaços importantes desconectados, pedaços isolados, sozinhos não são suficientes para nos definir (ou será que agora a parte passou a ser maior que o todo?!), sim, tudo é importante no corpo humano, tudo tem o seu valor, mas não são as partes que de fato podem te definir de maneira ampla, quando muito servem como elementos complementares; o acessório não é maior que o todo! Nunca! E ainda existem outros aspectos, a maioria das pessoas confunde o que fazem de suas vidas profissionais com o que são, escondem seus sentimentos travestindo tudo a um falso racionalismo (a maioria deixa isso acontecer sem nada perceber), a ponto de que, por mais que certos acontecimentos com o seu corpo possam gerar incômodos, dores, problemas, reflexões, pensamentos de revolta, nada disso é você, você não é a sua profissão. A sua vontade não surge no seu dedo, na sua perna, no seu pescoço, pois a vontade, o pensamento, o raciocínio, a consciência são aspectos ligados à sua essência real, e não a um pedaço do seu corpo. E para complicar um pouco mais, você não é o que você imagina que você é, sua imaginação é só um dos aspectos, não é o todo, não é a essência. O pensamento humano talvez seja o único capaz de imaginar algo de si mesmo totalmente diferente do que a própria realidade esteja apresentando (o ser humano é um animal preso a ilusões metonímicas), assim, o seu corpo apenas te limita a algo dentro de um campo de imaginação do qual muitos insistem em não considerar como sendo real. Portanto, quanto mais você estiver preso ao mundo sensível, a matéria física do seu corpo, mais você estará propenso a cair em armadilhas ideológicas por meio de ideias de quem não entende a questão, fica tudo só na superficialidade (são pessoas que gostam de ignorar e fingir que não se deram conta de que a religião do materialismo é demoníaca, além de ser uma falsa religião). Qualquer ser humano é muito mais do que o seu próprio corpo físico, o ser humano necessita da existência e do reconhecimento do transcendental, e quanto menos valores éticos e morais possuirmos, mais próximos todos nós estaremos de ser e agir feito bichos, feito animais, feito um ser qualquer selvagem e, um bom nível de conhecimento cultural pode ajudar em muito, mas isso não salva nada, sem os devidos parâmetros éticos e morais, conhecimento cultural pode comprometer quase tudo nessa equação, é melhor tê-los do que não saber nada; isso é fato! Mas é bom saber o que fazer com tais “conhecimentos culturais”.

Depois (mas não necessariamente nessa ordem), vem a questão ligada ao nascimento da consciência, momento em que o ser humano descobriu, ou percebeu, algo a respeito de sua própria persona, sua finitude, a existência da dor, a morte, o sentimento de culpa, a perda da juventude, o surgimento de doenças. Os valores éticos e morais são como uma resposta intelectual e espiritual, uma tentativa de resolver tais pendências, uma maneira de preencher o vazio, tapar os buracos que surgiram com a capacidade de perceber o mundo a sua volta muito além de um simples ato de tentar sobreviver fisicamente em um habitat natural bruto, selvagem. Com o surgimento da consciência o ser humano conseguiu uma conquista importante e passou a ser capaz de reconhecer a própria existência, isso, ao mesmo tempo que foi uma conquista, abriu um rombo monstruoso na alma e na mente, como um todo, um conhecimento que tem saído caro à humanidade, custoso, algo dolorido em nossos corações e mentes, e além disso, tem a questão da percepção do tempo como supostamente pensamos que o conhecemos, e aí, vem mais e mais complicação, a conta não fecha, tudo fica “embasado”, sem a devida clareza; desconexão com o tempo, espaço e matéria (temas que ficarão para outro momento).

Todas as questões envolvendo o mundo sensível, a percepção da matéria, vem junto com a tentativa de materialização das ideias por meio de ideologias fazendo com que a tradição seja colocada de lado, tem o peso da palavra em que uma parte da população não percebe que a palavra não pode substituir a realidade, no máximo consegue uma representação vocabular. A pessoa materialista permanece tentando, por meio do próprio materialismo (por pura facilidade superficial), ser um tipo de deus, poucas coisas podem ser tão contraditórias do que a tentativa de um materialismo transcendental. Aqueles que se apresentam como salvadores estão na verdade fazendo o papel demoníaco de interferir nas vidas alheias se colocando como se fossem deuses. Muitas teorias materialistas foram criadas por ideólogos na tentativa de obtenção e manutenção de poder, intercalando, poluindo, envenenando os mecanismos que antes haviam sido revelados aos nossos antepassados (infelizmente há quem não reconheça a revelação ou as leis naturais), com as distorções de sentido implementadas por progressistas, sempre a fim de conturbar e prejudicar o entendimento, destruir o que funciona em nome de suas utopias, todas bonitinhas, porém disfuncionais, onde tudo tem sido invertido (é o sonho do diabo que continua querendo ser deus). O que antes era o caminho para obtenção de respostas espirituais, agora temos as falsas religiões; a religião civil (a religião do estado), as religiões da ciência, as religiões da matéria, um jogo perpétuo de falsidades, hoje quase tudo não passa de ferramenta de manipulação ideológica, o que antes funcionava muito bem como dispositivos de intermediação de sobrevivência (princípios e valores éticos e morais), hoje tem sido usado, transfigurado, manipulado, tudo a fim de obter mais riqueza e mais poder por determinados grupos.

As desigualdades já são oriundas do estado primitivo humano do qual somos originários (sendo que nunca é demais lembrar que nenhum ser humano é igual a outro), com o tempo as disputas por mercados geraram ainda mais desigualdades (ou apenas ajudou a revelar outros tipos de desigualdades), sendo que, de maneira particular, a liberdade de decidir por si mesmo pode gerar mais ou menos resultados positivos ou negativos em nossas vidas, e a liberdade não deve ser tocada por bandidos nem bem ou mal intencionados, bandidos de nenhum tipo devem ter ou obter poder. A liberdade de aprisionar não é liberdade, é totalitarismo.

As questões vivenciadas quanto as capacidades individuais, suas necessidades e vontades em produzir riqueza e usufruir dos bens criados por quem geralmente possui baixa preferência temporal em contraponto à quem é imediatista (alta preferência temporal), isso foi aumentando a percepção da existência da pobreza, nem todos estão dispostos a trabalhar mais do que seis ou oito horas por dia, ou se arriscar em negócio próprio, mas todos querem obter a mesma riqueza de quem muito trabalha, são muitos os que ignoram (ou se esquecem intencionalmente) que a pobreza é algo que já existia na Terra desde os primórdios, essa sempre foi a condição originária, natural da humanidade, a realidade bruta existe desde os tempo mais longínquos como uma condição natural do homem primitivo, e mesmo que muitos ainda não conseguiram avançar em alguns pontos, ou mesmo em se livrar ao menos parcialmente dessa condição de miséria, é inquestionável que nunca na história da humanidade tantos tiveram acesso a tanto desenvolvimento, tantas coisas, inúmeros produtos (e a cada dia mais e mais pessoas tem conseguido ter acesso a mais serviços e mais produtos). E em contrapartida, é fato que muita riqueza concentrada nas mãos de pequenos grupos esteja a causar um certo choque em muitas pessoas (na verdade inveja), é muito surpreendente saber que alguns se tornaram hiper ricos com acessos a diversos tipos de bens, e que ao mesmo tempo, é fato de que ainda existe uma parcela significativa da população que sobrevive com muito pouco, mas é bom lembrar; o mendigo de hoje possui celular, o rico de cem anos atrás ainda não tinha acesso a uma simples penicilina, e por isso, poderia facilmente morrer por qualquer tipo de infecção, algo que hoje, na maioria dos casos, é considerada como coisa banal de ser tratada, algo simples de ser resolvido, e no passado matava milhares e milhares de pessoas.

Sendo assim, é possível afirmar que estamos mesmo a avançar significativamente em muitas áreas sociais, tecnológicas, científicas e ao mesmo tempo ainda estamos a passar por um processo de degradação moral da qual jamais foi percebido algo semelhante em toda a história da humanidade, ou seja, o homem pode estar espiritual e moralmente morrendo, literalmente se destruindo, se desfragmentando, ao mesmo tempo em que está conseguindo avançar em áreas materialistas que, provavelmente (ou certamente), não será algo suficiente para salvar a humanidade do seu próprio processo de auto desumanização, e por consequência, possível extermínio.

Analysis of Decline

Are we developing or declining? How can we know where and when we are in one situation or the other? Where, often, lack of knowledge likes to pass itself off as “wisdom.” In a society full of pretense, lies, and deceit, the truth is the least apparent and, to be more direct, the truth has been vilified for hundreds of years, reviled, repudiated, but the simple fact of trying to point out this issue can already generate a false commotion among liars (collective hysteria) in order to try to destroy, ruin, and “unmask” anyone who tries to point the finger at such problems. Therefore, in some respects, it is not at all difficult to conclude that humanity has been in decline for quite some time, which does not necessarily mean that in some specific areas development is not happening, but what is surprising is that we may very well be in both camps at the same time, that is, technological development happening simultaneously with moral and civilizational decline. In an inconsequential way, the pursuit of pleasure and constant attempts to fulfill one’s desires can lead us to vices and profound defeats, but it is obvious that this does not depend on anyone’s point of view, because it is not possible to accept relative morality. Relativism is a type of moralistic anti-moralism, that is, an attempt to subvert current morality in order to install a new “morality” that favors them. Therefore, it is impossible.

Analyse du déclin

Sommes-nous en développement ou en déclin ? Comment savoir où et quand nous nous trouvons dans l’une ou l’autre situation ? Où, souvent, le manque de connaissances aime se faire passer pour de la « sagesse ». Dans une société pleine de faux-semblants, de mensonges et de tromperies, la vérité est ce qui apparaît le moins et, pour être plus direct, la vérité est vilipendée depuis des centaines d’années, maudite, rejetée, mais le simple fait d’essayer de soulever cette question peut déjà générer une fausse agitation de la part des menteurs (hystérie collective) afin d’essayer de détruire, ruiner, « démasquer » ceux qui tenteraient de pointer du doigt ces problèmes. C’est pourquoi, à certains égards, il n’est pas difficile de conclure que l’humanité est en déclin depuis longtemps, ce qui ne signifie pas nécessairement que dans certains domaines spécifiques, le développement n’est pas en cours, mais ce qui est surprenant, c’est que nous pouvons très bien nous trouver dans les deux camps à la fois, c’est-à-dire que le développement technologique se produit simultanément avec le déclin moral et civilisationnel, de manière inconséquente, la recherche du plaisir et les tentatives constantes de voir ses propres désirs se réaliser peuvent nous conduire à des vices et à des défaites profondes, mais il est évident que cela ne dépend pas du point de vue de qui que ce soit, car il n’est pas possible d’accepter une morale relative, le relativisme est une sorte d’antimoralisme moraliste, c’est-à-dire une tentative de subversion de la morale actuelle pour essayer d’instaurer une nouvelle « morale » qui leur soit favorable, il est donc impossible

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