A Democracia é um Paradoxo! Uma contradição por natureza? Ou uma propaganda enganosa intencionalmente articulada para te enganar?
Antes de mais nada a democracia é um sistema político de governo e organização social pelo qual a intelligentsia (os falsos “intelectuais” de plantão da mídia carcomida) te vende uma ideia deturpada, e que, por mais que continue dando errado, em que tem apresentado muitos problemas práticos e entregando o oposto do que a mídia divulga, a grande maioria da população ainda continua a acreditar que a democracia é o melhor sistema que já existiu, sendo que a maioria nem sabe explicar direito o que é um sistema político social. É como se você se estivesse bebendo leite estragado e todos a sua volta estivessem dizendo que isso faz bem para a sua saúde, e mesmo que isso esteja te matando, de tanto repetirem na sua cabeça, você vai acabar acreditando que está tudo certo até o último minuto da sua vida. Acontece que boa parte dos problemas apresentados são decorrentes desse mesmo sistema e das fissuras causadas por ele mesmo, das pessoas despreparadas, da lentidão na resolução de problemas urgentes das crises políticas, ou tudo isso junto e ao mesmo tempo? Pouca gente sabe a respeito disso e preferem olhar para o problema ignorando as verdadeiras causas. Ou seria melhor começar esse texto dizendo que a democracia é um sistema com um fim em si mesmo, ou seja, esse é o sistema que começa te prometendo o paraíso e que acaba te entregando o inferno ditatorial na Terra em nome de uma suposta “participação de todos” só que ninguém te fala que sua participação vai ser no inferno. Vamos ver com mais detalhes?!
Quem em sã consciência poderia ter uma opinião contrária a essa ideia simples de participação de todos nas principais decisões do país?! A sociedade inteira elegendo seus representantes por meio do voto (ao menos como uma tentativa de pluralidade e diversidade?!), sendo que quanto pior o entendimento dos eleitores, piores também são os seus eleitos, e com o objetivo de encontrar mecanismos confiáveis a fim de que os principais assuntos de interesse comum sejam resolvidos de maneira equilibrada, por meio de uma possibilidade de um suposto diálogo relacionados aos anseios da população de um modo geral, tanto quanto dos indivíduos isoladamente, quem pode garantir que isso é real e que pode dar certo?! Na verdade, ninguém garante nada!
Em teoria essa ideia é muito boa, coerente, perspicaz, como sempre fazem, sempre estão te apresentando ideias “bonitinhas”, inclusivas, pluralistas, e, com a possibilidade de participação nas principais decisões do país, mesmo que de maneira indireta, canhestra, mentirosa, ilusória, devendo ocorrer por meio de seus inúmeros deputados eleitos, como sendo os seus representantes a abarcar todas as regiões do Brasil, e a considerar um país de dimensões continentais como é o caso do nosso, isso já seria um feito e tanto, mas novamente; tudo ilusório, pois hoje o congresso não serve para praticamente nada. A realidade tem demonstrado que tudo isso não passa de um tipo de “utopia realista” (certamente que há uma contradição entre termos), onde a ideia em si não tem nada de absurda, mas seus resultados, desconectados com a realidade surpreendem qualquer utopista mais radical, afinal de contas, como uma ideia aparentemente tão “coerente” com os anseios das pessoas em participar das escolhas do país pode produzir efeitos tão adversos? Já que os problemas e as dificuldades só aumentam?! O que acontece sempre é que a realidade “democrática” não tem demonstrado quase que nenhuma relação com o que o mundo das ideias tem apontado, ou seja, no papel tudo é muito bonito, e mesmo não sendo tão puramente utópico (ao menos em teoria), pode demonstrar resultados absurdos, por isso o termo “utopia realista” faz algum sentido, pois as ideias partem da realidade, mas seus resultados são extremamente distintos dos resultados desejados decorrentes de sua implementação.
Destarte, é possível afirmar que a democracia é um paradoxo, pois em tese, ao mesmo tempo em que ela inclui a população no processo decisório, tudo se esvazia quase que de imediato, assim que o processo eleitoral termina, a novela da vida real prova que nada poderia ser mais antagônico do que alguém acreditar que ali existe uma soberania popular, a participação é só uma ilusão que termina no dia seguinte às eleições, isso quando a própria eleição já não é, de cabo-a-rabo, uma peça de ficção.
O poder não está nas mãos do Povo, caso contrário o plebiscito do desarmamento que ocorreu no Brasil em 2005 onde a grande maioria votou contra, até hoje nada tem sido cumprido quanto ao que foi decidido por meio do voto, ou seja, a população voltou pela não proibição, e o que aconteceu foi justamente o contrário, as leis aprovadas foram na contramão do que a dita “soberania popular” havia decidido. Assim, o poder político não emana do Povo (isso é só papagaiada!), nada tem sido exercido conforme sua vontade, nem direta ou indiretamente, nem mesmo por meio de seus representantes eleitos, tudo isso hoje não passa de uma enorme novela de péssimo mal gosto. As Eleições podem até ser “Livres e Justas”, mas suas apurações “as escondidas” colocam em xeque toda a credibilidade, assim, não é necessário que haja falcatruas, sendo que, se o processo de apuração não for público, e não é! E está longe de ser algo facilmente compreensível para a grande maioria dos eleitores, alguma coisa aí já deve ser colocada em questionamento, mesmo que haja lisura, o processo secreto está ferindo o princípio de publicidade. A alternância de poder pode estar acontecendo apenas como um teatrinho, uma política de fachada, sendo que na prática sempre são os mesmos que estão no poder ou por trás dele. Muitos partidos não conseguem nenhuma diversidade, pois não há garantias e, nem mesmo nenhuma punição, não há nada que obrigue o partido e seus candidatos a cumprir o que prometeram, nem ao menos podem tentar seguir pelos caminhos ou temas dos quais foram eleitos. As garantias de liberdade de expressão já foram engolidas e destruídas há algum tempo, virou peça de discurso político, como uma tela vazia e sem nenhum sentido prático, e mesmo que as pessoas possam se reunir ou protestar, nada disso tem sido levado em conta, não conseguem alterar praticamente nada quanto as ações dos políticos, eles simplesmente ignoram as reinvindicações, mesmo que as manifestações sejam acachapantes, tudo permanece na mesma de antes.
Todos são iguais perante as leis, porém, inventaram um troço sorrateiro em que alguns são mais iguais do que outros, a democracia é o meio pelo qual é possível perceber mais e mais, e com certa facilidade, que a vontade da maioria está sendo ignorada, e a ideia de cuidados com as minorias não passa de um amontoado de peças ficcionais criadas apenas para a obtenção de nichos eleitoreiros. Nunca o ser humano foi tão desmerecido senão pelas “instituições democráticas”. A desvalorização do ser humano começa quando não se pode pensar ou falar o que quiser, o estamento ditatorial proíbe sorrateiramente qualquer um de falar se não for algo que os agrade. A separação dos poderes perdeu todo o sentido, basta ver na prática os desmandos dos caras de três letrinhas (lá de Brasília), não há mais freios e nem contrapesos. A imprensa virou um amontoado de latrinas falantes em prol de um único partido, o “partido da ditadura e da falcatrua do proletariado fantasmagórico”, não há respeito as opiniões divergentes, não há convivência pacífica quanto ao contraditório, a pregação da violência por meio de discursos em prol do “amor” são falácias verborrágicas para embaralhar as mentes, e ainda tem a questão do racismo reverso e muito outros absurdos dialéticos. A construção democrática por meio da vida cotidiana foi completamente destruída pela utilização de práticas ilegais de pessoas sendo presas sem a devida apuração, sem o devido julgamento, o mesmo homem tem se colocado como sendo “vítima”, “polícia”, “investigador”, “juiz” e aplicador de penas por meio de leis inventadas à revelia e a toque de caixa.
As democracias verdadeiras são ainda piores do que as democracias falsas, pois ao menos no papel, a democracia falsa possui algum aspecto positivo, mesmo que fantasioso, já as democracias verdadeiras se revelam como uma porta aberta para o totalitarismo. Os ditadores se fortalecem em decorrência das fragilidades apresentadas por meio das democracias verdadeiras, não das falsas, é como matar em nome da vida, por isso todas as ditaduras espalhadas pelo mundo se autoproclamam Repúblicas Democráticas do… &#$%#$**@# – a4. São contradições auto evidentes.
Por isso a democracia é um paradoxo, pois ajuda a destruir justamente aquilo que em tese diz proteger.