(A Farsa da Democracia – parte II)

No livro “Democracia, O Deus Que Falhou”, o autor Hans-Hermann Hoppe apresenta sua visão controversa quanto ao que de fato é a democracia, são muitos os pontos em que ele demonstra de maneira coerente de que suas ideias não são absurdas a respeito do que de fato é a democracia, por exemplo; em comparação as monarquias, os Reis que eram tidos como os representantes de Deus na Terra eram mais cuidadosos com seu país,e aindase preocupavam em aumentar as riquezas e de serem amados por seus súditos, e hoje nada disso faz sentido com relação aos políticos eleitos pela democracia, pois o estamento não dá a mínima para nada disso (o deep state é uma rede oculta que controla o estado, é como um “Estado dentro do Estado”). Sendo que os Reis eram também os proprietários do Estado e tinham interesses em zelar por seu patrimônio, o que não impedia de existir figuras problemáticas, mas certamente um rei ruim era menos pior do que os políticos de hoje, e ainda tem a questão dos conflitos violentos, as guerras de hoje em dia que matam mais pessoas do que as guerras monárquicas do passado, basta verificar o tema pesquisando de cem anos para trás e comparar com as mortes das duas Grandes Guerras Mundiais, com os conflitos da antiga Iugoslávia ou mesmo comparando com o conflito da Chechênia, região que faz parte da Rússia. Os políticos de hoje são como zeladores temporários, o que gera alguns problemas complicados de serem explicados, quanto mais resolvidos, como do fato de que eles mesmos votam para aumentar os próprios salários, é como se estivéssemos em um condomínio onde o porteiro pode decidir por aumentar seus próprios benefícios, certamente que em algum momento esse condomínio irá colapsar.

H.H.Hoppe não coloca a democracia como uma conquista, mas como uma provável causa de declínio civilizatório e econômico, como sendo um sistema de governo de propriedade pública que acaba favorecendo a espoliação de sua própria população, aqueles que estão lá  – temporariamente (em tese)  – não possuem os devidos interesses de que tudo corra bem, colocando seus interesses particulares acima dos interesses da população, tentando assim extrair o máximo que podem, pelo mínimo de tempo possível, pois nunca sabem ao certo quanto tempo permanecerão em seus cargos, outro aspecto relevante é de que os governos democráticos, os seus políticos e tudo mais a volta de seus agentes públicos, atuam com a “preferência temporal alta”, são imediatistas, querem benefícios hoje, agora, o que acaba decorrendo em maior espoliação e aumento do consumo do capital social, por isso o aumento de gastos públicos é constante, aumento de dívidas e a ocorrência permanente de muita corrupção. Sendo o Estado uma instituição de todos, acaba não sendo de ninguém, e por haver interesses conflitantes sem um mediador como ocorre na monarquia, isso leva a hiper exploração de recursos e aumento de concentração de poder. Assim, a democracia é um tipo de abertura para todo tipo de expropriação e totalitarismo, e naturalmente é um sistema de engodo, de engano, de fingimento, e principalmente de aumento de impostos, aumento de regulação e perda de liberdades individuais.

Segundo o autor, os desdobramentos da democracia na tentativa de igualitarismo democrático, que é exatamente o oposto à ordem natural tão negada pela democracia e que é algo tão apreciado nos países monárquicos, essa mesma democracia é que acaba gerando condições para o confisco de propriedades, expropriações dos resultados das pessoas que produzem para alienar ainda mais aqueles que não produzem, incentivando cada vez mais os vagabundos e desmotivando os empreendedores, punindo as pessoas de sucesso para premiar os preguiçosos. O termo “Deus que falhou” se refere a um tipo de fé quase religiosa em que a modernidade deposita no termo  – democracia -, mesmo sem saber muito bem o que significa e onde isso poderá nos levar. E ao considerar um sistema como sendo o ápice civilizacional, sendo que na verdade é um meio de decadência sociocultural, faz com que a maioria da população nem sequer perceba seus riscos e perigos. No livro o autor demonstra que a democracia leva ao colapso econômico e social, pois sua estrutura é a de privilegiar a espoliação rápida em detrimento da acumulação de capital individual.

Podemos imaginar vários tipos de sistemas para serem colocados no lugar da democracia, mas a verdade é que, em nenhum deles, não há praticamente nenhuma proteção quanto ao direito a vida e a liberdade, nem mesmo a propriedade está garantida, e sendo inúmeras as variações de sistemas, melhores ou piores (uns mais, outros menos cuidadosos em relação a vida, a propriedade, a liberdade), democráticos ou não, onde o controle social, o monopólio do uso da força, a manutenção dos sistemas coercitivos, a expropriação por meio de impostos, a ausência de consciência social, e tudo o mais de ruim que hoje pode existir nas sociedades pelo mundo, são problemas que ocorrem porque o ser humano é individualista, desinteressado, ignorante e não confiável, muitos são mentirosos e cínicos, além do mais, sempre tem um grupo à espreita diante da tentação de querer mais e mais poder, e é isso o que faz o mundo chegar aos absurdos dos quais muitas vezes nos acostumamos ou até “gostamos de fingir” que não existem, e é por isso que qualquer sistema estará sempre colocando em risco os direitos dos outros participantes, pois nunca haverá garantias de proteção quanto aos direitos a vida e as liberdades nas dimensões verdadeiramente adequadas. Não existem sistemas perfeitos, mas alguns são mais imperfeitos do que outros. Viver neste mundo é estar em um jogo cujo o perigo é brutal e permanente, e nunca devemos ignorar isso.

            A democracia é um paradoxo porque os resultados de suas ações são diametralmente opostos aos seus supostos objetivos, por muitas e muitas vezes, e em vários lugares pelo mundo, seus resultados apontam para o contrário do que é propagado, o que é traçado como sendo o objetivo; nunca é atingido. E a cada dia, o que vemos é; menos liberdades e mais expropriações, menos gente trabalhando e mais dependentes do Estado, mais impostos e menos respeito a vida. Sim, faz sentido dizer que a democracia é um tipo de deus que falhou, talvez não exatamente como proposto por Hoppe, mas sim porque somos seres imperfeitos em que estamos mais preocupados em olhar para fora do que para dentro de nós mesmos. Assim, os paradoxos são decorrentes da própria humanidade, a própria humanidade por si só já é um paradoxo, por isso, o título do livro poderia muito bem ser “Humanidade; o deus que falhou”?!

Democracy is a Paradox
(The Farce of Democracy (Part II))
In the book “Democracy, The God That Failed,” the author Hans-Hermann Hoppe presents his controversial view on what democracy truly is. There are many points where he coherently demonstrates that his ideas are not absurd regarding what democracy actually is. For example, in comparison to monarchies, the Kings who were seen as God’s representatives on Earth were more careful with their country and were concerned with increasing their wealth and being loved by their subjects. Today, none of this makes sense in relation to politicians elected by democracy, as the establishment doesn’t care at all about any of this (the deep state is a hidden network that controls the state, it’s like a “State within the State”). Since the Kings were also the owners of the State and had an interest in taking care of their property, which did not prevent problematic figures from existing, but certainly a bad king was less worse than today’s politicians, and there is also the issue of violent conflicts, the wars nowadays that kill more people than the monarchical wars of the past, just check the topic by researching a hundred years back and comparing with the deaths from the two World Wars, with the conflicts in the former Yugoslavia, or even comparing with the Chechen conflict, a region that is part of Russia. Today’s politicians are like temporary caretakers, which creates some complicated problems to explain, let alone solve, such as the fact that they themselves vote to increase their own salaries. It’s as if we were in a condominium where the doorman can decide to increase his own benefits; certainly, at some point, this condominium will collapse.
H.H. Hoppe does not view democracy as an achievement, but rather as a probable cause of civilizational and economic decline, as it is a system of public ownership that ends up favoring the exploitation of its own population. Those who are there – temporarily (in theory) – do not have the proper interests for everything to run smoothly, placing their private interests above the interests of the population, thus trying to extract as much as they can for the least amount of time possible, as they never know exactly how long they will remain in their positions. Another relevant aspect is that democratic governments, their politicians, and everything around their public agents act with “high time preference,” they are immediate, they want benefits today, now, which results in greater exploitation and increased consumption of social capital. Therefore, the increase in public spending is constant, the increase in debts and the permanent occurrence of much corruption. Since the State is an institution of everyone, it ends up being no one’s, and due to conflicting interests without a mediator as occurs in a monarchy, this leads to hyper-exploitation of resources and an increase in the concentration of power. Thus, democracy is a kind of opening for all types of expropriation and totalitarianism, and naturally, it is a system of deception, deceit, pretense, and mainly an increase in taxes, an increase in regulation, and a loss of individual freedoms.
According to the author, the developments of democracy in the attempt at democratic egalitarianism, which is exactly the opposite of the natural order so denied by democracy and which is something so appreciated in monarchical countries, this same democracy ends up generating conditions for the confiscation of properties, expropriations of the results of those who produce to further alienate those who do not produce, increasingly encouraging the idle and demotivating the entrepreneurs, punishing successful people to reward the lazy. The term “God that failed” refers to a kind of almost religious faith that modernity places in the term – democracy -, even without fully understanding what it means and where it might lead us. And by considering a system as the pinnacle of civilization, when in reality it is a means of sociocultural decay, it causes the majority of the population to not even perceive its risks and dangers. In the book, the author demonstrates that democracy leads to economic and social collapse, as its structure prioritizes rapid plunder over the accumulation of individual capital.
We can imagine various types of systems to replace democracy, but the truth is that, in none of them, there is practically any protection for the right to life and freedom, not even property is guaranteed, and with countless variations of systems, better or worse (some more, others less in relation to life, property, freedom), democratic or not, where social control, the monopoly on the use of force, the maintenance of coercive systems, expropriation thru taxes, the absence of social consciousness, and all the other bad things that can exist in societies around the world today, are problems that

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