Certa vez um ex-jogador de futebol disse algo a respeito de outro famoso ex-jogador de futebol, ambos conhecidos no mundo inteiro; “calado, fulano é um poeta!”, em outra situação, um outro profissional de determinada área fez choça por meio de uma piada depreciativa a respeito de um famoso arquiteto, disse que “ele era um ótimo violinista quando estava projetando uma casa!”, ou seja, em ambas as frases ocorre a indicação de que os profissionais não sabiam o que estavam dizendo ou fazendo.
Por volta dos anos de 1930, o filósofo Ortega Y Gassset já nos alertava a respeito do Homem Massa que, entre muitos dos problemas apontados nesta teoria, a civilização moderna estava ficando cambaleante, pessoas sendo capazes de creditar a si mesmas como conhecedoras de assuntos dos quais jamais haviam estudado, simplesmente porque, tendo alcançado um importante posto como; advogado, engenheiro, médico, contador ou algo que o valha, começaram a se sentir habilitadas a falar a respeito de tudo, como se fosse possível ter opinião a respeito de qualquer assunto e a qualquer momento. Como se, ao atingir o conhecimento das leis, um advogado pudesse se auto gabaritar a falar de qualquer tema; música, poesia, política, filosofia ou qualquer outro assunto, ou mesmo um médico se sentindo capaz de falar a respeito de literatura sem jamais ler ou estudar o tema, como se um engenheiro soubesse tudo a respeito de arte mesmo sem nunca ter estudo arte, sendo que, na verdade, ninguém é capaz de saber tudo de maneira profunda, nenhuma das pessoas destes exemplos estudaram nenhum dos assuntos mencionados para obter um mínimo de conhecimento a fim de poder palpitar decentemente nestas questões. Mas o problema não para por aí, o Homem Massa se sente à vontade para palpitar a respeito de qualquer assunto sem desconfiar que, ao dominar muito bem de um determinado tema de sua profissão, isso não o gabarita a falar, quando muito, a respeito do seu próprio campo de ação profissional, o que, em tese, isso também não é garantia de nada quanto a qualidade de suas ideias e opiniões dentro do próprio universo de trabalho, quanto mais de coisas distantes.
Hoje em dia esta questão ficou ainda mais sensível, com o advento das mídias sociais o cidadão nem precisa mais saber fazer algo difícil, basta ter um microfone e alguma plateia para começar a falar, o que acontece é pior do que o antigo conceito de papagaio de pirata, alguém que ficava a repetir algo a respeito de alguma coisa que poderia fazer algum sentido, mas hoje não é isso o que acontece, é um pouco pior, os assuntos perderam a base, quase ninguém mais sabe a respeito do que está discursando, nem mesmo no seu próprio universo profissional. Hoje, para sair falando, ninguém mais estuda nada, todos agora saem por aí tagarelando a respeito de tudo, muitas vezes sem conhecer praticamente nada, enquanto que os verdadeiros estudiosos estão preferindo ficar calados, afinal de contas, muitos não querem se misturar com os imbecis que gritam nas redes sociais a fim de ganhar atenção, audiência. Mas, e quando o cidadão falante ganha status de celebridade por seus grandes “feitos”, o que fazer? Afinal de contas, certamente que um bom profissional de uma área específica pode até ser uma pessoa inteligente, e que até possui um notável saber a respeito de algo muito difícil, como é o caso do Sr. Miguel Nicolelis, médico neurocientista, um dos homens mais renomados do mundo em sua área, mas que, de uns tempos para cá, resolveu “filosofar” a respeito do que o ser humano é ou não é, e começou fazer comparações esdruxulas como a tentativa de nos comparar com os bichos, ilações, enxergando analogias onde o que se percebe são apenas ideias descabidas nos colocando abaixo do reino animal (obviamente que a mensagem é subliminar, ele não disse isso com todas as letras, assim, exatamente desta maneira).
O Sr. Nicolelis parece ser um cara decente, sério, inteligente (sem dúvida), gente boa (provavelmente, sim, mas isso não faz muita diferença, o compromisso com a verdade deveria estar sempre em primeiro lugar), bem intencionado (talvez, só o tempo vai dizer), mas o fato é que andou falando algumas coisas que não fazem o menor sentido, talvez tenha lido alguma coisa de alguma teoria ruim a respeito do tema, talvez algum famoso filósofo materialista, quem sabe! (algum técnico ou teórico experto em sofismas, e obviamente ruim em filosofia), ou quem sabe não está seguindo o caminho da maioria dos professores, alguém que secretamente esteja a serviço do establishment, ou alguém esteja lhe soprando nas orelhas o que deve ou não ser dito. Lembrando que até mesmo na filosofia, se a leitura for mal encaminhada, o leitor ficará confuso com tanta baboseira, ou pior, poderá abraçar ideias que estão totalmente distantes da verdade, desconectadas com o que de fato pensavam os mais importantes filósofos da humanidade, como Sócrates, Platão, Aristóteles, mas certamente o que não falta neste nosso mundo são nomes de grandes pensadores capazes de te convencer das coisas mais absurdas, filósofos bons ou ruins existem aos baldes, e alguns, mesmo sendo muito respeitados, podem também estar na lista dos que foram capazes de dizer besteiras insustentáveis, assim como Sartre, só para dar um exemplo de filósofo moderna, materialista e muito ruim.
Mas o que de fato aconteceu? Vejamos! Em um podcast o Sr. Nicolelis disse “O ser humano é a única espécie conhecida que criou toda uma civilização baseada em abstrações mentais”. Talvez ele não saiba que um ser humano seja potencialmente, ou, concretamente; é uma ideia, uma abstração permanente, e que sendo diferente das outras espécimes do mundo, justamente por ter essa capacidade, abstrai, e isso não pode ser considerado como bom ou ruim, seria o mesmo que considerar que um pássaro é ruim porque possui assas, não faz nenhum sentido. Essas falas aconteceram em uma conversa em um podcast, ninguém demonstrou ter ficado incomodado com a falsa analogia, afinal de contas, eles todos estavam em um programa feito por aliados e para aliados, falar para a tietagem é moleza, falar para a plateia de leigos, isso é fácil, ninguém se dá conta de nada, quando muito fingem não perceber os absurdos. Quem, sendo aliado, seria capaz de questionar esse besteirol todo?! Mas, mesmo entre semelhantes, tudo tem limites, porém, infelizmente, ninguém disse nada para contrariar as ideias brigando com outras as ideias, ou seja, não é possível criticar uma ideia senão por meio de outra ideia. Para ficar mais claro e direto, o Sr. Nicolelis teve que fazer uma abstração para criticar a nossa capacidade de abstração, ele, e nem ninguém no mundo dos humanos, é capaz de fazer isso de outra maneira, ninguém consegue combater ideias senão por meio de outras ideias, e por isso o tema seguiu assim, difícil de ser deglutido, perdido no espaço e tempo da incongruência, inverossímil por natureza. Esse tipo de comparação é algo esdrúxulo, porém, fica ainda pior quando estão a nos rebaixar a algo que, em tese, nos coloca como sendo piores do que qualquer coisa ou vida que exista no mundo animal. A frase deixa subentendido que estamos piores do que os animais mais selvagens, sendo que, na verdade, não há similaridade com os feitos humanos por quem quer que seja, nem mesmo se fosse para fazer um elogio, quanto mais para depreciar a humanidade inteira. O Sr. Nicolelis não poderia, não queria ou não deveria, falar bem de si mesmo, isso seria um enorme vitupério, assim, fica mais fácil transparecer certa “superioridade intelectual” ao apontar o dedo para todo o resto da humanidade, justamente nós, que construímos civilizações de todos os tipos, agora, segundo o Sr. Nicolelis, somos inferiores ao restante do mundo animal, pois temos a capacidade de criar “toda uma civilização baseada em abstrações mentais”, sem contar que não faz nenhum sentido comparar o ser humano a qualquer outro tipo de ser vivo existente em nosso planeta, pois não existe nada que chegue perto de ter conseguido realizar e construir o que foi feito por nós ao longo de séculos. E neste caso é muito fácil, e até simples, derrubar todo e qualquer pseudo fundamento citado pelo cientista “filósofo”, ou seja, se perdermos a capacidade de abstrair, também não seremos capazes de transformar ou construir mundos, nem para pior, quanto menos para melhor. É a partir de nossas habilidades cognitivas em abstrair que criamos ou destruímos coisas, e o problema não pode estar nestas características, caso contrário não seríamos humanos, seríamos outra coisa, e sim, devemos estar conscientes do quanto somos capazes de usar nossas capacidades de maneira positiva ou não, então, o problema não está em nossa capacidade cognitiva em abstrair, mas sim, de como aprender e melhorar com o tempo diante do que somos, sem fantasias, e assim, descobrir o que de fato está ou não valendo a pensa de ser mantido, aprimorado ou até mesmo excluído de nossos comportamentos. Sem mais poder abstrair, nós passaríamos a ser o quê?! Se não fosse essa, uma de nossas principais capacidades, seríamos um animal ou uma máquina qualquer?! Certamente é isso que algumas pessoas gostariam de colocar em prática, o homem autômato, sem sentimentos, sem vontade, sem alma, sem abstrações.
Quando alguém extrai uma informação qualquer a respeito de características particulares que pertencem apenas a raça humana, geralmente selecionando uma informação específica (devidamente pinçada para um determinado fim ideológico), faz isso atribuindo um aspecto negativo, para depois realizar comparações infundadas com o reino animal ou com a natureza, sempre que isso acontece, fazem isso com o sentido de depreciar nossas capacidades e enaltecer o mundo animal, muito raramente é o contrário. Ao mesmo tempo em que fazem isso, eles se colocam em um pedestal de “sabedoria” (os progressistas possuem fetiche em serem deuses), como se dissessem, “veja bem, até uma abelha consegue ser mais cooperativa ou mais humana do que a própria humanidade”. Este é um joguinho perigoso de palavras soltas, com objetivos claros, de gente mal intencionada se colocando acima do bem e do mal. Não é possível saber ao certo onde o Sr. Nicolelis aprendeu a fazer isso, provavelmente nas universidades, pois fica fácil rebater a esta questão dizendo que as abelhas, as formigas, os rinocerontes, nenhum destes fazem cirurgias cerebrais, não constroem prédios de cem andares, não constroem aviões, não vão ao espaço, não fazem poesias, não pintam quadros, dentre muitas outras coisas. Tudo isto já seria o suficiente para derrubar suas supostas e malfadadas alegações sem nexo, mas no podcast ninguém disse nada. Aliás, com certa frequência, a única coisa que um materialista consegue fazer é comparar a humanidade com coisas materiais, a frase por si só já parece ser estranha, porque de fato o é.
O Sr. Nicolelis ainda completa a fala com o raciocínio impreciso ao dizer algo a respeito das fronteiras entre os países, novamente, ele faz comparações de coisas que a humanidade construiu com coisas que não existem no mundo animal, e esse engodo não cola, não dá liga, não faz sentido algum. “A gente pode dar o nome de várias…” dessas abstrações “futebol, religião, exército, nações…”, mas e daí?! Ele só falta dizer “Vocês, animais selvagens, porque criam abstrações?” Ou seria o contrário?! Quanto a questão das fronteiras, eis aí um problema de longa data, algo que transpassa por inúmeras questões sociais, e questões sociais também são abstrações que advém da humanidade, não dos bichos. Podemos questionar seus motivos, debater se essas questões de fronteira fazem, ou não algum sentido prático ou real na vida entre, nós humanos, mas não cabe dizer que isto é bom ou ruim porque existe ou não existe no mundo animal (associação minha, pois não encontrei onde ele tivesse dito isso diretamente, pois ele diz muita coisa de maneira subliminar ou por associação objetiva). Algumas questões de fronteira acontecem de maneira temerosa, outras acontecem por motivos toscos, outras de maneira defensiva contra um mal externo, real ou não, pois são como tentativas de proteger o que cada país construiu, a fim de evitar justamente aquilo que o vizinho não foi capaz de controlar em seu próprio espaço. Muitas vezes as fronteiras são barreiras de proteção, talvez, nenhuma faça o devido papel a que muitos se propuseram no passado, sua atribuição pode até ter sido inventada como uma desculpa esfarrapada para um outro fim mascarado e específico, mas certamente que o tema em si é muito controverso para analogias tão superficiais e pobres. Não é o caso de defender e nem de atacar essa questão, mas também, não dá para fazer ilações a um tema que, no mundo animal, é inexistente, não faz sentido esse tipo de comparação com nada no nosso planeta, pois não existe similaridade. E além do mais, é muito curioso que aqueles que não cuidaram bem de seu próprios países, de seus próprios valores, de suas riquezas naturais, da cultura e tudo o mais, são justamente estes personagens que se deixam serem levados por promessas de psicopatas populistas (quase sempre progressistas), muitas vezes tomando o poder até de maneira democrática, inicialmente, e depois, são eles mesmos, os imigrantes, as vítimas de seus próprios desleixos, pois não cuidaram de seu próprio país e por isso são obrigados a fugir para outro lugar, contraditoriamente, serão estes os que mais irão reclamar das dificuldades em ter que sair do próprio país e tentar adentrar a lugares distantes. Eles sempre tentam ir para lugares melhores do que antes viviam. Lugares melhores possuem fronteiras protegidas, são estes países que possuem um controle de fronteira mais rígido que tentam evitar invasões de gente desqualificada, e não o contrário, não tem ninguém fugindo dos EUA, mas sim, fugindo para os EUA. Mas este tema pode ficar ainda pior, pois são estes mesmos “seres inocentes e descuidados” que fogem para países diferentes de suas culturas locais, e que depois, vão falar mal dos países que os acolheram. O que mais nos torna humanos é tudo o que não existe no mundo dos animais, e se nos utilizarmos do mesmo método confuso de comparação feita pelo Sr. Nicolelis, não vamos resolver nada. Esse tipo de problema de distanciamento da própria cultura, você não encontra no mundo animal, somente os seres humanos conseguem odiar aqueles que lhe dão refúgio, e esse é, ou não é, um problema real?
O Sr. Nicolelis completa “A abelhinha não calcula inflação, não calcula superávit primário da colmeia”. Sim, ter consciência de sua própria existência tem seus preços, certamente que as abelhas não possuem isso, logo, todo o desenrolar de suas vidas passa sem ter que perceber nada, as abelhas apenas existem. A sugestão subliminar do Sr. Nicolelis é de que devemos apenas existir, feito robozinhos?! De fato, não existe taxa de juros no mundo animal, e outras questões infindáveis também não existem no reino animal. Por sermos inteligentes e capazes de criar abstrações, também somos capazes de resolver problemas dos quais o mundo animal ignora, e mesmo que estes supostos problemas sejam únicos e originários das civilizações humanas, ainda é melhor que sejamos capazes de resolver problemas de maneiras subjetivas e indiretas do que seguirmos adiante sem saber resolver nada. Muitos dos nossos atuais problemas nem existiriam se a humanidade fosse capaz de olhar para dentro si mesma, e conhecer a si mesmo é tema antigo e ultrapassado, que obviamente não serve para o progressismo, pois aumentaria a capacidade de o ser humano perceber melhor a realidade. O conhecer a si mesmo não tem valor para o progressismo, seu caráter ideológico é de incentivo a fantasia e a utopia e negação da realidade, por isso pode fazer comparações esdrúxulas e nem ficar com vergonha das próprias ideias sem sentido. E mesmo considerando o “conhecer a si mesmo” como feito raro, isso muito é poderoso, mesmo sem jamais ter sido alcançado por boa parte da população mundial, ainda assim tem seu potencial para melhorar a vida das pessoas, o que obviamente não serve para os ditadores, se a população se fortalecer e amadurecer a tal ponto, o processo de dominação fica em risco, e nunca vai servir como política de “desenvolvimento” progressista. Se não podemos resolver o problema primordial do auto engano, podemos ao menos amenizar tais problemas com soluções criativas que, somente para quem é capaz de fazer abstrações poderia ao menos tentar resolver certos problemas ou ao mesmo ser capaz de percebê-los. Talvez nós, diante disso tudo, podemos afirmar que estamos muito longe de resolver as dificuldades das quais nós mesmos criamos, não há problema nenhum em reconhecer isso, mas obviamente isso não vai acontecer se ficarmos imitando abelhinhas, formiguinhas, leõezinhos, cobras, jacarés, macacos. Somos a única referência em que de fato podemos utilizar para nós mesmos a fim de melhorar o que somos, pouco temos a aprender com quem não sabe fazer abstrações, e é assim que vamos continuar tentando nos transformar em algo melhor, a não ser que o Sr. Nicolelis conheça alguma abelha com PHD em neurociência?!
Fazer filosofia barata se baseando em um tipo de achismo fantasmagórico dizendo que as abelhas “vivem para preservar o que é essencial, a espécie”, o que o Sr. Nicolelis está querendo dizer com isso?! Que você, eu, ou melhor, todos nós, deveríamos sacrificar nossas vidas por nossa espécie? Ou seria o caso de fazer um sacrifício para que o Sr. Nicolelis seja o novo imperador do mundo ou do Brasil?! De alguma maneira, por nós mesmos, nós já nos sacrificamos diariamente fazemos, só não acontece da maneira exemplar que poderia ser, afinal, ao não conhecermos a nós mesmos, estamos sempre perpetuando alguns problemas de comportamento dos quais já poderíamos ter resolvido há muito tempo. Não é difícil encontrar quem minta para si mesmo, e isso dificulta em muito o avanço humano em um campo que estamos patinando há séculos, a nossa falta de autoconhecimento. Cada ser humano que mente para si mesmo, também é capaz de fazer as coisas mais absurdas, mesmo quando cheios de “boas intenções”. Pessoas são capazes até mesmo de comparar o ser humano com bichos, mas nunca o contrário, pois não tem como explicar para a abelhinha o que é um superávit. Eu não duvido das boas intenções do Sr. Nicolelis, então, segue o convite para que ele dê o pontapé inicial, ele mesmo deveria ser o primeiro a se sacrificar em nome da espécie humana (já que indiretamente foi isso que ele quis dizer com suas comparações), assim, da melhor maneira possível, da maneira mais exemplar que pode acontecer, ele poderia demonstrar que está correto em suas alegações e poderia continuar com suas comparações descabidas, e que seja ele nossa referência de sacrifício pessoal pela nossa espécie. Até onde sabemos, as abelhas não possuem a capacidade cerebral humana, não possuem ego, super ego, id e o que mais quiserem inventar de teoria a fim de definir o que não é material. As abelhas, não tendo (ou não sendo), capazes de ter consciência de si mesmas, morrem pelas outras abelhas com certa naturalidade e sem ideologias, então fica a pergunta; o problema da humanidade é não se deixar ser enganada por ideologismos progressistas?! O Sr. Nicolelis, assim como Stalin (falecido ditador russo), quer acabar com a capacidade das pessoas de ter consciência própria?! Essa ideia ronda a mente dos piores ditadores desde os tempos mais remotos, o passado se perpetuando por meio de pessoas do tempo presente, arrastando para a frente dos tempos as piores ideias que os homens já inventaram, tudo isso a fim de dominar a tudo e a todos sem maiores dificuldades é isso o que o Sr. Nicolelis deseja?! No fundo é a mesma ideia de sempre, nós já sabemos disso! Querem transformar o ser humano em um tipo de escravo dócil, porque fica muito claro que as pessoas que fazem essas elucubrações fantasmagóricas, nunca são essas mesmas pessoas que irão colocar em prática aquilo que dizem defender. Sempre são os outros que “devem se sacrificar”, estes homens e mulheres, eles mesmos, os iluminados, estes nunca se sacrificam, agem como deuses na terra esperando por reconhecimento e prazer pessoal em prejuízo dos outros, e sempre com discursos de “bons mocinhos”.
Nós vivemos para preservar a nós mesmos de maneira individualizada, e talvez aqui possamos chegar ao único momento em que as ideias podem encontrar alguma área de contato com as palavras do Sr. Nicolelis, a civilização humana é um amontoado de histórias repletas de falta de consciência coletiva (Não confunda! Consciência coletiva não tem nada a ver com coletividade social.). Nós a temos, mas não na proporção ideal a fim de liquidarmos com os piores problemas da vida humana na terra, que é o problema da pobreza e da miséria, algo que infelizmente ainda está distante de uma solução, mas que está sendo amenizado, ano-a-ano. Porém, o fato de não acontecer de maneira completa e profunda, não significa que não exista consciência coletiva, significa apenas que não estamos conseguindo melhorar o mundo na velocidade que gostaríamos e da maneira profunda adequada a atender um ponto de satisfação a fim de alcançar a todos, mas lembre-se que os reis, há duzentos ou trezentos anos, dependendo do país e da região, viviam com muito menos do que a grande maioria das pessoas de hoje.
No mundo animal você não vai encontrar shoppings, bares, industrias, armas, matemática, ciências, literatura, fronteiras, foguetes, dinheiro, inflação e muitas outras coisas e ,infelizmente, isso parece que não significa nada para o Sr. Nicolelis, porque no mundo de quem não abstrai, sequer seria possível tomarmos um único sorvete.
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