Certamente que Sartre foi uma pessoa que sabia pensar, isto é fato, mas era uma pessoa que não tinha coração? Provavelmente, não. Foi um ser que possuía cérebro, ossos, fígado, ego (principalmente), mas não tinha respeito pela vida alheia, era um ser capaz de respirar ao mesmo tempo em que estava por excomungar o próprio ar, mas não sem antes exaltar a si mesmo. Sartre foi um tipo específico que comia enquanto cuspia no próprio prato, exorcizava seus próprios demônios ateando fogo no diabo no mesmo instante em que o vangloriava. Sartre, entre outros, foi e continua sendo a própria essência demoníaca do século XX, disposto a matar aquilo que dizia amar, negou as consequências de seus atos a fim de fazer jus aos próprios enganos auto infligidos, nada mais cômodo para um hipócrita, cínico, insensível e mentiroso, hoje, só não sabemos se possuía ou não algum caráter, provavelmente, não. Por isso, ainda não sabemos se nesta terra de bandidos ideológicos, quem são os animais e quem são os homens. É óbvio que estas supostas frases de Sartre, no máximo, representam um tipo de conjectura sem comprovação e, sem as devidas provas, o que vale é o que a história demonstrou ao longo dos anos, em que Sartre teve microfone para vomitar suas apostasias, enquanto fingia não saber nada a respeito dos assassinatos de Stalin.

Na essência prevalente de seu existencialismo (na verdade, o seu “ser-inexistente”; Sartre era o próprio nada), ele era um homem? Ou era um animal que fingia ser homem?! Tanto faz, o mal de sua ideologia matou e continua matando pessoas inocentes, continua reverenciando e abrindo caminho para os novos déspotas do século XXI, ele apurou a “essência” do nada decretando a si mesmo como sendo um deus supremo na Terra, um falso deus, assim, como são todos os materialistas, e além do mais, sem caráter.

Em seu livro “O Ser e o Nada”, Sartre defendeu ideias de que o ser humano não possui uma natureza fixa, sem ter muito o que explicar o que isso realmente significava, pois a grande mídia já estava carcomida pelo zumbi do comunismo, as universidades também, e ninguém questionava suas ideias totalmente nonsense. Para todo relativista as palavras tem o peso de uma bactéria solta no ar, diante do confronto de ideias vazias, Sartre se colocava intencionalmente acima do bem e do mal sem precisar dar explicações a ninguém, quanto mais a Deus! Porém, ele sempre serviu de capacho do diabo e, como todo sofista e materialista costuma fazer (e de alguma maneira continua fazendo ou influenciando até hoje, mesmo depois de morto), deixou pelo rastro de suas frases de efeito (e sem quase nenhum sentido) a permanecer no imaginário de uma sociedade que ainda não percebeu que ao mesmo tempo não é possível; Ser e Não-Ser. Sartre defendeu ideias absurdas que ajudaram a jogar a humanidade no fundo do poço, mais do que beneficiar às pessoas (se é que em algum dia isso aconteceu), indiretamente ele ajudou a matar pessoas, mas como de costume, sempre dizendo o contrário do que os resultados estavam apresentando. Por meio de seus livros e de suas ideias podemos nos deparar com afirmações estranhas, inconclusivas e superficiais, teorias vazias que em sua época quase ninguém se deu conta de perceber os absurdos e sua falta de sentido (ou fingia não perceber), ele fez comparações do ser humano com coisas materiais como quem, ao tentar expor o outro, acabava sempre por revelar a si mesmo, como sendo um ridículo narcisista, egocêntrico e materialista, algo que no mínimo deveria ter causado repulsa na sociedade daqueles dias em que muitos já estavam enlouquecidos pelo veneno das ideologias progressistas (algo que ainda continua acontecendo até hoje), mas que infelizmente passou sem a devida correção, afinal de contas, quem em sã consciência não seria capaz de perceber que ele comparava o ser humano com uma pedra como se isso fosse um excelente exercício de ideias, repletos de falsos silogismos?! Ele fez as mesmas comparações inverossímeis do ser humano com uma mesa, com uma montanha e sabe-se lá com o que mais?! Quase ninguém percebeu o engodo. Muitos fingiam cegueira, quase todos já estavam ideologizados, e isso é facilmente comprovado pelas críticas literárias da época, nas universidades e nos jornais tudo já estava sob controle progressista, tudo telegrafado. Comparar o ser humano com abelhas, formigas ou mesmo com coisas sem vida, tudo isso é no mínimo ridículo e infantilizado. As coisas materiais não possuem alma, não pensam, não falam, não raciocinam, tais comparações nunca fizeram o menor sentido. A simples tentativa de fazer comparações deste tipo, por si só, já revelava o seu caráter ideológico e fútil, algo parecido com uma luz de geladeira que creditava a si mesma o poder de ser o deus sol.

Sartre descreveu o Ser-em-si como sendo “pleno, completo e idêntico a si mesmo”, ele não explica o que é completo no mundo sartriano, ou que seria incompleto, isso ou aquilo, em relação ao quê? Em relação a quem?  Neste caso a ideia de idêntico reflete (ou deixa subentendido), um estado de comparação com alguma coisa, mas com o quê? Uma ideia que necessariamente remete a algo que seja semelhante ou diferente, mas, o ato de tentar comparar-se a si mesmo é algo que só pode ser feito na linha do tempo, o “Eu” de ontem, com o “Eu” de hoje ou de amanhã, mas nunca com o “Eu” de agora, pois essa ideia funciona como um falsa premissa a fim de confundir os leigos, não é possível comparar o “Eu” de agora, verticalizado, simultâneo no tempo, com o mesmo “Eu”, a comparação só é possível com o “Eu” de um outro tempo, pois a cada nova frase, um microssegundo já se passa e a comparação só pode ser concretizada com algo que não existe mais, com algo que passou a microssegundos atrás, não é possível uma comparação consigo mesmo que não esteja na linha do tempo se referindo a um “Eu” do passado ou do futuro, como se estivesse presente no agora, isso não faz sentido algum.E ele ainda atribuiu, indiretamente, que a consciência não existe, ou não é relevante para determinar o que é uma pessoa, assim, ele se sentiu mais confortável e livre para colocar o ser humano no mesmo patamar de uma pedra, ele também poderia ter dito que uma pessoa é uma porta?! Quem sabe?! E o simples fato de que as coisas materiais não possuem problemas existenciais, isso já seria ou deveria ser o suficiente para invalidar qualquer tipo de comparação superficial entre coisas que são díspares, que não são homogêneas, que nem se parecem em praticamente nada, não possuem mínimas características de aproximação ou de distanciamento, quando muito, existem no mesmo mundo.

Ele ainda disse em seu livro “Être-pour-soi” (Ser-para-si), que o ser humano é completamente diferente de… “Você não é apenas o que é neste momento. Você também é tudo aquilo que pode vir a ser”. Essa é só mais uma das inúmeras frases de efeito sismológico sem sentido algum, sem sentido lógico, possui no máximo (apenas, e talvez), um apelo poético, mas não filosófico, não tem relação nenhuma com a realidade. Teria sido mais corajoso e decente da parte de Sartre se tivesse dito que “você é o que nunca foi”, ou que “um dia você vai voltar a ser o que nunca deixou de ser”, tudo frase sem pé-nem-cabeça. Ele também poderia dizer que o ser humano não é tudo o que pode vir a ser, e assim, a frase oposta também carregaria outro efeito distante da realidade e, novamente, tudo retorna para ser mais uma frase sem sentido, pois não faz diferença você inverter ou não a frase, a falta de sentido permanece a mesma, possui apenas um efeito estético, poético, porém, vazia de significado prático ou real.

Dizer que o ser humano é tudo ou dizer que o ser humano não é nada, praticamente são as mesmas frases de efeito que não significam coisa alguma, apenas carregam um efeito psicológico, pirotécnico, sem sentido prático nem mesmo teórico, nada filosófico, nada que possa justificar qualquer comentário conseguiria fazer com que isso passasse a ter algum conteúdo lógico, pois tudo ou nada causam efeitos semânticos parecidos, porque de fato, não podem ser mensurados, até mesmo para um materialista as frases são vazias, pois não há relação com nada, não proporcionam nenhuma sintaxe que possa ser exemplificada senão por outras palavras vazias. Não há na matéria algo que possa ser visualizado como sendo “tudo” ou “nada” ao mesmo tempo, ou que algo possa, logo na sequência, negar de maneira lógica o que disse anteriormente, essa falta de sentido é intencional, e isso só pode acontecer no mundo abstrato das palavras, essa é só mais uma das muitas frases de efeito que Sartre coloca em seu livro, este livro poderia ter recebido o nome de “O autor e o nada” ou “Este autor não é nada”. Diante de tantas ideias desconexas, sendo assim, um estudante de medicina que não se formou não seria apenas um estudante, seria um médico que nunca se formou, algo totalmente estúpido. O aluno já poderia se projetar para o futuro como um médico sem ainda sê-lo, tal existência está constantemente voltada para possibilidades que ainda não se concretizaram, mas que Sartre trata como se a simples conjectura já fosse o ato em si, como algo que não faz a menor diferença se irá ou não se concretizar. Por isso Sartre chama a consciência de Ser-para-si, tudo pode ser e pode não ser ao mesmo tempo, na cabeça de Sartre o nada e o tudo caminham de mãos dadas, ou seja, o relativismo é como qualquer poesia ruim e sem sentido, descompromissada da realidade, desconectada do mundo real, o que vale é o efeito causado, não é a essência da frase em si que tem valor, o Ser-em-si é só um amontado de palavras soltas, e como Sartre sempre costuma fazer em seus livros e acaba por repetir o óbvio como se fosse uma novidade, tudo para transparecer profundidade diante do próprio vazio, tratando o nada como se fosse algo concreto. A plateia desnorteada diante de seus malabarismos permanecia sempre muito zonza, todos permaneciam como um bando de estudantes fumando maconha acreditando serem testemunhas de um momento que nunca aconteceu, o “Vir-a-ser”, o “Ser-em-si”, o nada. Se o nada pudesse dizer ou fazer alguma coisa certamente teria calado a boca de Sartre, pois lembre-se, o nada não é nada! Amanhã o ser pode vir a ser um médico, um engenheiro, um bombeiro, mas nunca poderá ser uma árvore, mas quanto a isso, Sartre não fez nenhum comentário, suas frases só foram até onde houve interesse em manter o efeito estético, a realidade ficou de lado, isolada, sem coerência e sem uma representação realista. E ele continuou, “O homem nunca está acabado”, que bom! Quem dera se eu tive a oportunidade dizer isso para ele pessoalmente, e pelo jeito, ninguém fez isso, é bom saber que nunca estamos acabados, seria muito entediante saber que não tem nada a ser feito consigo mesmo. Sartre permaneceu durante todo o livro a escrever suas obviedades transmutadas em teorias filosóficas para um fim determinado e ideológico ao mesmo tempo que permanecia distante da realidade. Com o progressismo, cumplice dos assassinatos do socialismo, do materialismo infundado, do iluminismo perdido em si mesmo, do comunismo mergulhado em sangue, como um ser mendigando sempre por um farelo de filosofia em busca de um sentido que nunca chegou a Sartre e a nenhuma das suas ideologias que, de alguma maneira, ele também se ofereceu como subproduto do nada. O progressismo serviu, e ainda serve, apenas para revelar algo a respeito de quem o defende, muito mais do que as ideias em si, revela sempre a falta de coerência com nenhuma relação com a realidade, pura falta de conteúdo, pura falta de sentido. Sartre não nasceu para ser um burro ou um jumento, mas preferiu agir como um, ele foi concretizando a si mesmo como um tipo de animal travestido de intelectualidade, como um animal bruto, falante, rastejante, pedindo por mais capim e por mais atenção, como algo que já estava introjetado nele mesmo e que tinha que sair de alguma maneira, algo intestinal, como um bolor que vai lentamente sendo revelado, externalizado por meio de palavras perdidas no vazio, o verdadeiro “Ser-em-si”, o “Vir-a-ser” não aconteceu nem mesmo com ele, a cada dia pior do que ontem, o que já não é mais reverenciado e foi revelado como alguém que de fato era o próprio “Sr. Coisa-Nenhuma”, o “nada” tentando se expressar diante do próprio vazio, na verdade, tudo não passou de um ato de auto repugnância travestido de intelectualidade, enquanto Sartre estava a brincar de ser esse, deus materialista, falante, cumplice de si mesmo, pessoas inocentes eram assassinadas nos regimes dos quais ele defendia com unhas e dentes.

Para Sartre “a consciência não funciona apenas percebendo coisas, ela também percebe ausências”, e novamente a frase não quer dizer muita coisa, ou mesmo não significa nada de prático ou real, no máximo indica que na mente do ser humano existe um conceito de ausência e de presença, de algo ou de alguém que está ou não está presente, o que não significa que isso tenha uma correspondência direta e inexorável com a realidade em si, o ato de perceber ou não perceber, não invalida o mundo, apenas confirma a possibilidade de uma imagem na cabeça de quem possui alguma capacidade de reter alguma coisa, uma imagem, uma ideia.“A ausência não é uma coisa física. Ela é criada pela consciência”, aqui caberia alguns palavrões dos quais deixaremos passar em branco, mas é bom você se preparar, as frases vão piorando conforme avançamos na leitura, Sartre flertando cada vez mais com insanidade. Dizer que uma “ausência não é uma coisa física”, é o mesmo que dizer que uma vela acessa, em contato com o corpo de uma pessoa, de que a vela não estaria presente, mesmo enquanto permanece a queimar a pele. Algumas coisas podem acontecer como figura de linguagem para uma imagem, com um sentido mental para o Ser que use a imaginação, mas Sartre trata o pensamento como se fosse algo físico, ao mesmo tempo que trata uma coisa física como se fosse um pensamento, onde o jogo duplo sempre está presente, a inversão de positivo e negativo também, Sartre sempre continuou firme em seus delírios, e ainda usou isso para tirar conclusões superficiais de um dado coerente que não nunca foi o suficiente para validar o restante, o mais correto seria dizer que “na mente humana… a ausência não é…” uma coisa física, só uma representação. “O nada surge sempre que percebemos” essa frase, talvez seja o auge da verborragia sartriana, pois o “nada” não existe senão como uma abstração, caso contrário seria algo factível de ser visto ou tocado, não seria o “nada”, seria outra coisa mais passível de ser materializada, ironicamente essa teoria só poderia ser algo que saiu da cabeça limitada dos materialistas, pois, o “nada” é só uma palavra para representar que ali não há coisa alguma da qual possamos ou não como algo presente, passível de ser percebida como algo físico, uma palavra que apenas existe enquanto palavra, que serve apenas como uma metáfora, mas que não significa necessariamente que não exista algo, físico ou não, mas que possa ser percebido, caso contrário diremos ou usaremos a palavra “nada”, isso de fato pode gerar muita controvérsia. Não é possível demonstrar o “nada” senão de maneira metafórica, o que chamamos de “nada” é, senão, a falta de algo físico pertinente a um universo de coisas existentes para nós, em tese, tem que ser algo conhecido por nós, algo que deveria estar ali, ou senão, lembrada justamente por não estar mais ali, presença ou ausência são questões de momento, mas se a coisa, o objeto não está mais ali, não pode passar a barreira simples de uma lembrança, e mesmo que seja algo que se refira apenas a uma construção da imaginação da mente humana, o que não mais está, só existe para aquele que se lembra, que a viu anteriormente, que a imagina, e que, no instante exato em que imagina, pode não fazer mais diferença se está ou não presente. Não saber a diferença do que é real e do que é fantasia, isso é típico de um progressista auto proclamado como um ser iluminado, sendo que a palavra em si é necessária apenas como representação imagética, metonímica, desse possível e intocável acontecimento do qual costumamos chamar de “nada”, é pura imaginação. A palavra “nada” funciona muito bem como ferramenta de comunicação para que possamos nos referir ao que não está em determinado lugar, que está vazio ou que não mais existe, mas sua função é apenas linguística, imagética, apenas de comunicação entre dois ou mais seres humanos, podendo ou não possuir uma relação direta com o mundo exterior, quando muito se aproxima ou se afasta da realidade e da matéria, o nada é algo subjetivo por natureza, mas nunca será a realidade em si, pois não é nada. Assim, somente pela palavra é possível representar o que, em tese, não passa de uma percepção humana, não sendo uma coisa materializável em determinado momento, esse é o “nada”, o que de fato não aconteceu ou não existe mais, e provavelmente, nunca vai acontecer, caso contrário não seria o “nada”, seria alguma coisa, no máximo, algo que permanece ou que foi temporário; às vezes, inominável, porém, um dia foi algo perceptível. É muito estranho que tudo isso tenha sido inventado justamente por um materialista, isso é no mínimo cômico, um materialista se referindo ao que não é matéria, coisa da qual o próprio materialista costuma negar. Sartre trata a palavra não como apenas uma palavra, mas sim, como se esta fosse mais do que uma representação absoluta de algo, para ele, é como se fosse a coisa em sim, ele sabia que estava escorregando de um lado para outro, para não ser pego em suas divagações sem sentido, um ser ensaboado, liso, um quiabo saltitante e falante, Sartre sabia disso, então, ficava tudo como uma galhofa não revelada, uma brincadeira de um egocentrismo sem fim partindo de um fanfarrão que se satisfazia em enganar, em ludibriar ao invés de elucidar, esse é o costumeiro truque que os progressistas fazem com certa frequência, e que infelizmente aprenderam a fazer com certa maestria. Retirar o referente do local visível, ao mesmo tempo em que trata o objeto como se fosse algo presente, tudo isso no mesmo instante em que o subtrai por meio da palavra, é um jogo sórdido do qual poucas pessoas conseguem perceber, e, ainda que não foi mencionado que pode existir uma efeméride de coisas das quais, por não conhecermos a existência, como supostamente a considerar algo que pode estar presente, e que mesmo assim, iremos dizer que não há nada, pois foge a nossa compreensão ou percepção, não fazendo parte da nossa biblioteca do Saber e do Conhecer, geralmente existe uma tendência maior a não reconhecermos nada que não seja materialmente perceptível.

Sartre se refere a algo que está em falta, uma citação quanto a “uma ausência” ou a “uma possibilidade não realizada”, como se estivesse falando de coisas materiais, considerando que o universo da palavra transita por todos os campos e, naturalmente, não pode ser palavra e matéria ao mesmo tempo, a coisa em si não pode ser substituída por uma palavra senão de maneira imagética, quanto muito de maneira escrita em um pedaço de papel, e ainda assim não passará de uma abstração, nunca uma palavra será a coisa em si,  desta maneira, uma ideia pode ser materializada ou não, uma coisa material pode ou não ser representada, mas o “nada”; não, quando muito, pode ser citado, dito, afirmado, negado, mas não pode ser materializado.

Em algum momento ele escreve a respeito da frase “Eu não sou covarde”, dando uma ideia de que está introduzindo uma negação, mas sem considerar a possibilidade de seu oposto, suprime o conjunto que torna a covardia como algo possível, e assim, ele continua tratando o vazio e o subjetivo como se fossem coisas materiais, outra frase sem sentido que representa o núcleo do universo sartriano de falsidades “O nada aparece entre quem você é, e quem você poderia ser”, mas se o nada não existe, não é coisa alguma, não é matéria, então, não tem mesmo como aparecer em lugar algum, mas ele insiste que sim, que podemos materializar o nada, em Sartre o nada é alguma coisa, sendo que, ao fazer comparações de que o ser humano se mantém em igualdade com uma pedra, para ele o ser humano é o próprio nada, e com este absurdo, entre outras ideias, ganhou um Nobel de literatura (se bem que o livro “Náusea”, não pode ser colocado ao lado com sua “filosofia”, pois é um bom trabalho de literatura). O nada em Sartre não é o inexistente, mas o ser humano; sim, para ele, indiretamente, o ser humano não é nada, este sim é o verdadeiro existencialismo sartriano, um “ser” que não é nada (mas obviamente que ele não disse isso, assim, desta maneira, ele sempre tentou camuflar sua própria falta de sentido prático). Essa é só mais uma frase de efeito sem nenhum sentido lógico ou verificável e, assim, qualquer pessoa também poderia dizer “O tudo aparece entre quem você é, e em quem você poderia ser”, ou seja, dá na mesma, continua sem sentido, uma frase demasiadamente rasa, superficial, vazia. De novo, essa é mais uma tentativa de apelo ao engano, certamente que aconteceu de maneira proposital, e ainda tem mais, a ideia de covardia só existe enquanto também existir uma ideia de coragem, ambas entram no contexto do que eu chamo de Essência Modificadora no livro “Maniqueísmo Social”, um, não existe sem a referência de existência do outro (mesmo quando ausente ou não perceptível), independentemente de estar presente ou não, vale reforçar que “um não existe sem o outro!”. Ser covarde ou corajoso é algo que engloba a capacidade humana com relação aos outros seres humanos, se não existirem pessoas corajosas também não existirão pessoas covardes, e vice-versa, este é um ponto com o qual temos de conviver, é da natureza humana, relativo aos próprios comportamentos, é algo que, é, e continua sendo, totalmente maniqueísta e humano, e que desaparece assim que paramos de considerar sua existência, algo que sempre necessita de uma imaginação conjunta de seus pares, como é o caso do tema; coragem e covardia. Não é possível atribuirmos características materiais a questões que só existem nas relações humanas e delas dependem nossa existência, logo, não adianta dizer que uma pedra não existe, ela continuará lá mesmo que a negação por meio do pensamento ou da palavra venha a acontecer, mesmo que o desejo humano permaneça a repetir a frase, como se fosse um mantra, enquanto não houver uma ação humana, efetiva, ou aconteça algo da natureza que transforme as coisas, a pedra continuará lá (ad aeternum), assim, também acontece com a coragem e com a covardia, que dependem sempre das ações humanas. Sartre complementa “Essa capacidade de negar é o que torna possível a liberdade”, a liberdade é outro conceito maniqueísta que depende sempre das relações humanas, a liberdade absoluta é uma abstração, o conceito sempre depende da percepção humana com relação aos seus pares de opostos, próximos ou distantes. Se todos forem livres o próprio termo em si desaparece, o conceito perde o sentido de existir, tanto na negação quanto em sua positivação, para que haja a ideia de liberdade é preciso que ao menos uma pessoa tenha alguma ideia do que significa não ter liberdade, caso contrário, todos serão aprisionados e ninguém sequer vai pensar no assunto, sem os pares de opostos correspondentes, não existe nenhuma maneira de comparação, nem com a escravidão, tampouco com a liberdade, certas ideias perdem o sentido sem o seu referente oposto, mas basta que um único ser humano seja livre, ou mesmo prisioneiro, para que o conceito oposto exista e seja potencialmente percebido por aqueles que estão em uma ou outra situação. A frase de Sartre isoladamente não corresponde a totalidade de ser livre, o que possuímos é simples, é a nossa capacidade negar ou de afirmar nossa liberdade, novamente, a frase inversa continua carregando o mesmo sentido, ou seja, se dissermos “a capacidade de afirmar é o que torna possível a liberdade”, dá na mesma, negar ou afirmar não validam nenhuma ideia a ponto de fazer desaparecer o seu oposto, um não existe sem o outro, logo, a liberdade não depende de algo material, a escravidão também não. A confirmação da frase é vazia, não se sustenta, esse é mais um dos falsos silogismos de Sartre, campeão da hipocrisia se passando por pensador da filosofia.

“A consciência como falta”, Sartre acredita que “a consciência é estruturalmente incompleta”. Em comparação ao quê? Incompleta com relação a outra consciência ou novamente ele está atribuindo uma ideia materialista ao que não é matéria?! Não é como encher um balde ou esvaziar uma lata, não funciona assim, de maneira tão simples. Esse senhor foi um verdadeiro charlatão, em sua falsa filosofia sempre tentava dar uma referência material ao que não é material, sendo que em outras passagens ele tentava atribuir um aspecto transcendental ao que é apenas material, tudo ao mesmo tempo, e o que é mais difícil de aceitar, tudo isso de maneira “pacificada”, seus movimentos são meramente verbais, palavras soltas, e que de alguma maneira causaram comportamentos beligerantes, até hoje seus seguidores provocam desigualdades se dizendo contra as desigualdades, inflam, incentivam temperamentos de guerra, matam em nome de um deus materialista, e Sartre sempre soube disso tudo, sua filosofia é basicamente um amontoado de contradições intencionais (ou seria melhor; intestinais?!) a fim de causar fumaça onde nunca existiu fogo.

“Ao contrário de uma pedra, que é plenamente aquilo que é, o ser humano sente constantemente uma falta”,obviamente que a pedra não sente falta de nada, e ele sabe muito bem disso. Sartre age como se tivesse conversado com uma pedra e por meio desta obteve respostas sensacionais, algo que obviamente não aconteceu, nem a conversa, nem as ideias, mas será que ao menos ele tentou alguma conversa franca com um ser humano de verdade, ou tudo ficou no campo do subjetivismo materialista?! Tudo coisa da cabeça dele. Será que tentou algo de verdade a fim de descobrir a diferença entre um e outro?! Certamente que não, ele não precisava confrontar suas ideias senão com ele mesmo, para dizer essas coisas, ele sequer se olhava no espelho. Tudo muito estranho! Ou será que ele não sabia a diferença entre conversar com uma pedra ou com um ser humano?! Certamente que sim. Com essa frase absurda (de tão óbvia e ao mesmo tempo tão vazia), de dizer que a pedra é o que é, mas e o ser humano? Não?! Isso de fato representa o que ele é, e o que ele pensa dos outros. Foi isso mesmo o que ele quis dizer, que o ser humano é menos que uma pedra, justamente porque pensa e não obedece como ele gostaria?! Qual suas reais intenções em rebaixar o ser humano a uma pedra?! Esse senhor sabia muito bem as mentiras e distorções de sentido que estava propondo, a capacidade de sentir uma falta é a mesma ação de sentir uma presença, e isso não define nada senão pessoal e momentâneo, muito semelhante aos outros problemas de falta de coerência em suas frases, problemas sartrianos dos quais está demonstrado há algum tempo, porque o que sentimos falta hoje pode não ser ou não ter sentido amanhã, pode ou não ser percebido para hoje ou para qualquer outro dia, tanto quando estamos falando de falta, quando de presença, por serem questões subjetivas, e não questões absolutas, tudo na percepção ou nos sentimentos humanos podem ser momentâneos, transitórios, hoje estamos sentindo uma coisa, amanhã outra, a falta ou a presença de algo pode não determinar nada, absolutamente nada. Assim, obviamente que não faz nenhum sentido a tentativa de implicação com o tema fantasioso e irracional da “pedra-ser-humano” ou “ser-humano-pedra”, certamente que ele mesmo não responderia a mais esta questão, afinal de contas, a simples tentativa de responder a isto já faria desmoronar toda a sua falsa estrutura de comparação com algo que não é análogo ao ser humano. Se você talvez tivesse conseguido dizer a Sartre que “o ser humano sente constantemente uma presença, da mesma maneira que pode sentir uma falta”, ele diria que você é louco, ou seja, o raciocínio sartriano só servia a ele para aquilo que interessava, a contradição de suas ideias não correspondem ao universo de “O Ser e o Nada”, mas sim de “O Ser e o Tudo”, só que invertida as premissas negativas para transparecer que possuía algum conteúdo, e isso gerou para Sartre uma certa comodidade, algo confortável para um mentiroso em seu ato de mentir. Ele em seu pedestal dizia suas besteiras e mesmo não havendo nenhuma relação verificável com a realidade, o problema nunca era dele, mas sim, seu; caro leitor! O problema é seu! O problema é da realidade ou ele diria qualquer outra coisa “a realidade que se dane!”, isso sim talvez seja o que ele sempre quis dizer, o problema não é das teorias vazias de Sartre e de suas incompatibilidades a respeito da vida, mas assim, caso fosse possível, a época dos fatos, contestar esse autor charlatão, pois você é quem levaria a culpa por tentar possuir o oposto do não-conteúdo sartriano, ou seja, a culpa não é da fantasia, mas sim da realidade que tenta contestar o que não pode ser verificável, enquanto ele mesmo apontava para o vazio. “Tudo muito cômodo!”, ou seria melhor “Nada muito cômodo?!”, tanto faz, no inverso da mentira, frases positivas ou negativas podem proporcionar uma posição confortável de quem pretende atirar para todos os lados, desde que tudo corroborasse com os atos dos próprios mentirosos. Você ou qualquer ser humano pode se definir e se considerar a partir de uma falta, isto é certo, mas também pode se definir e se considerar por uma presença, não há problema algum, mas ninguém pode fazê-lo por você, por falta ou por presença, a ideia ou resposta poderá ser sempre a mesma, ou seja, não há prova de nada. Sartre tenta definir algo por sua ausência fazendo comparações sem nenhuma simetria com a realidade, e passava a desconsiderar o seu oposto como se a ideia de falta fosse algo absolutamente independente da ideia de presença. Depois de desmascarado, percebemos o quanto o seu método foi repetitivo, ignóbil e enfadonho, ao falar da humanidade de maneira genérica, ele atribuía pensamentos, comportamentos, ações para o indivíduo, como se pudesse saber disso a respeito de toda humanidade, menos a respeito dele mesmo. Ele sempre tentou se auto inocentar, se auto imunizava, se auto colocava em um pedestal de um deus materialista. Na verdade, Sartre é o nada escrevendo para que os outros pudessem compartilhar com ele do próprio veneno, do próprio vazio. Sartre não estava tentando compartilhar um estado de completitude, mas sim do vazio avassalador de quem não reconhece a própria incoerência, mediocridade e falibilidade.

Sartre não fica só nisso, não desiste, mergulha no inferno imaginado e criado por ele mesmo para que todos possam desfrutar de suas desgraças intelectuais, como quem se sente superior justamente por estar perdido. Sartre se refere a frases de um ser humano qualquer que ele imagina existir representando toda a humanidade, como quem diz “Quero ser mais rico”, sendo que isso de fato existe, não há como duvidar. Porém, ele continua nas obviedades, “Quero ser mais inteligente. Quero ser amado. Quero ser respeitado”. Mais rico, mais inteligente, mais amado, mais respeitado, todos estes pontos são conceitos humanos, não são conceitos de uma pedra, alguém poderia ter alertado essa falta de sentido, de seu conteúdo esdrúxulo. Novamente, se invertermos a suposta ideia de Sartre, logo descobrimos suas incongruências, o falso raciocínio permanece inalterado, ou seja, “quero ser mais pobre, mais desrespeitado, mais burro, mais odiado”, não muda nada quanto a falta de razoabilidade. Sem os pares de opostos não podemos ter a ideia de ausência e nem de presença de coisa alguma, e a tese novamente desmorona. Só faltou ele dizer que o ser humano só é humano quando comparado a uma pedra, mas e se estiver feliz?! Então, se estiver feliz seria algo abaixo de uma pedra, para Sartre a felicidade é algo alienante ou impossível, já que as pedras não são felizes, mas também não são tristes. Obviamente ele nunca disse nada disso, ele jamais assumiria ou revelaria o verdadeiro lado demoníaco de suas ideias. Não existe filosofia sartriana que dê conta de um ser humano feliz, por mais que um ser humano estivesse satisfeito consigo mesmo e com o mundo, na cabeça dos progressistas, todos os seres humanos são infelizes, para o progressismo essa é uma condição ideal para que o próprio progressismo se mantenha vivo, esta é a ideologia que depende que as pessoas continuem insatisfeitas. Para que possa existir uma ideologia progressista, necessariamente, todos devem ser considerados como infelizes, na verdade, não basta ser considerado, todos devem ser infelizes.

Estamos sempre buscando algo que ainda não somos”, Nossa! Alguém poderia dizer: “Que profundo!”. Mas na verdade, que merda! Ninguém sai de casa para buscar ou tentar conquistar o que já possui, aquilo que você já tem em sua pose, seja material ou não, não carece de busca, de procura, logo, não faz sentido comparar um desejo que ainda não foi realizado por qualquer outra coisa, qualquer ideia perde totalmente o sentido ao tentar comparar algo que você possui por algo que ainda não possui, isso não é possível, não há relação concreta, talvez nem mesmo de maneira subjetiva. A ideia de comparação requer que exista algum conhecimento, experiência ou presença das partes. O mais comum é sonharmos com aquilo que não somos a fim de tentar encontrar um propósito, ninguém sonha em deixar de ser aquilo que nunca foi. Ninguém acorda de madrugada querendo buscar em si mesmo aquilo que já é. Comparar algo que está presente com outra coisa inexistente, inatingível, é no mínimo uma declaração de infantilidade, de burrice crônica ou até mesmo de demência. Você só pode buscar o inédito, ou talvez recuperar o que você tem e perdeu, algo que já é seu, já é real, quando muito só carece de cuidados, não de conquista, assim, desejar ir atrás daquilo que não possui é o mais óbvio, coerente, e se, caso você esteja pensando em algo que já possuiu, tudo muda para no máximo uma reconquista, e certamente não é isso que a frase tenta expor. Se deixamos de ter algo ou de tentar ser algo, de alguma maneira vamos ter que resolver o problema (ou ao menos pensar em como resolver), se for algo material, talvez isso jamais possa ser reconquistado, se for algo interno, pessoal, talvez isso sempre tenha permanecido preso dentro de você, talvez você ainda não tenha se dado conta de que não perdeu, apenas de que está escondido, temporariamente inacessível, incompreendido, são muitas as variações, e todas inconclusivas. A relação de incompletude não pode se dar pelo o que você tem, mas apenas por aquilo que você não tem, ou que ainda não sabe como acessar, logo, a questão aqui é de consciência, não exatamente de desejo. Você pode ou não estar satisfeito com o que possui, pode ou não ter consciência do que deseja, assim, como pode também ter ou não consciência do que possui, uma coisa não inviabiliza a outra. Aquilo que nos separa espiritualmente do mundo animal, da natureza bruta, não nos desqualifica como seres humanos, mas ao contrário disso, essa insatisfação é o que nos coloca na posição de espécie que domina o mundo, tudo isso porque questionamos, buscamos, sentimos inquietações e, como tudo tem suas consequências, pagamos o preço por sermos os seres pensantes nesta história toda, então, desfigurar, descaracterizar o que somos a fim de nos dominar, isso sim é o que o progressismo sempre está tentando fazer. Quanto menos conscientes formos dessas nossas características, tanto as boas, como as ruins, mais fácil ficará a vida dos dominadores que ficam pousando de superiores enquanto apontam para o vazio, não porque estejam preocupados com todos, mas simplesmente porque estão preocupados apenas com eles mesmos.

A consciência vive em estado permanente de incompletude” (frase que serve como um resumo do conceito de “Ser-Para-Si”), aqui permanece no mesmo labirinto de insatisfação, simplesmente repetindo o absurdo de que se você não está satisfeito com uma coisa específica, certamente não poderá estar satisfeito com o restante, sendo que uma coisa não anula a outra, você pode muito bem viver satisfeito com algumas questões e insatisfeito com outras. Sartre conclui, sempre por meio de raciocínios incompletos, superficiais e ilógicos, apenas direcionando suas ideias para aquilo que desejamos e não possuímos, excluindo tudo o que desejamos e possuímos, ou mesmo um outro universo de coisas que tramitam no campo daquilo que queremos evitar (do que é ou não possuído mesmo que não necessariamente desejado), todo esse malabarismo, tudo isso a fim de que seja validado uma falsa premissa que não tem pé-nem-cabeça, como se não pudéssemos pensar no que deve ser evitado, apenas como se pensássemos apenas no que queremos que aconteça, e toda a consciência e medo de coisas indesejáveis, Sartre desaparece com as outras possibilidades, por que não houve interesse, ao menos momentaneamente, até que pudesse encontrar uma outra ideia que desmentisse a anterior, e assim por diante, em um looping eterno de contradições. O desejo é algo que pode habitar a mente de uma pessoa, assim, podemos ou devemos considerar os aspectos negativos e positivos de tudo, tanto do que desejamos, quanto do que não desejamos, ignorar isto é ficar parcialmente no campo confortável de quem não decide nada, de quem é optante pela frequente posição da parcialidade, da fração selecionada para se chegar a um objetivo já estabelecido na cabeça de Sartre, um lugar escuro, estranho e vazio. Tudo muito cômodo para ele, do ponto de quem ignora que o mundo dos seres humanos é muito mais amplo do que apenas dizer que somos incompletos, por isso mesmo é possível dizer para que todos ouçam: “Ainda bem que, somos o que somos! Não somos animais, às vezes sofremos, às vezes nos alegramos, e é isso o que somos. Temos muito o que melhorar! Mas não somos uma pedra, não somos uma mesa, não somos uma montanha!”.

Sartre insiste em permanecer entre temas muito semelhantes, com pequenas variações, praticamente iguais em sua forma de pensar, por isso, para ele é muito fácil dizer que “o homem é um projeto”, porém, se fossemos usar a mesma premissa, também daria na mesma dizer que somos seres sem projetos, um não-projeto (na linguagem sartriana), ou mesmo dizer que somos um projeto que não tem consciência de si mesmo, ou também um não-projeto sem consciência, pois não está projetando nada, mudar as frases não faz diferença para a falta de sentido, a verborragia não sustenta nenhuma de suas ideias incoerentes, tudo permanece no vazio, no vácuo, sem sentido lógico, é como dizer que o Sol brilha e esquenta, não muda nada dizer que o Sol é um projeto ou não, não muda coisa alguma. A frase “o homem é um projeto” apenas pode indicar que o ser humano, enquanto sendo um ser vivo, enquanto homem, se movimenta, se mexe, deseja, caminha, realiza algumas coisas e se frustra com outras, a ideia de “projeto” pode ser substituída pela palavra “movimento”, e assim continua tudo na mesma, só um ser morto não se movimenta, somente um morto (ou um animal) não é um projeto. O homem vivo projeta e se movimenta, até aí; tudo certo, mas Sartre faz parecer que isso é um problema, quando na verdade é o que nos torna o que somos, seres inquietos e vivos. Se não fosse pelo pueril argumento de tentar transformar tudo em uma coisa frágil, fugaz, sem vida, algo que não sai do lugar, ele talvez poderia dizer “o homem é um projeto que não sai do lugar”, e se ele não fosse um cínico, teria dito; “não, até eu, Sartre, o senhor todo poderoso do vazio, até que eu tirarei o homem desse não-movimento!”. Segundo Sartre, a frase “o homem é um projeto”, deixa subentendido que o homem fica parado, permanece preso ao pensamento, projeta e não faz nada, e por isso não passa de um projeto, algo que não pode projetar a si mesmo, não faz nada, apenas reage, é como se o homem não sonhasse, não saísse do lugar, o que obviamente é um engano, uma mentira, uma falsificação da realidade. O mais coerente seria “o homem é um ser que nem sempre vai além de um projeto”, mas não, para ele isso não iria servir, mesmo sendo tão óbvio. O que ele poderia fazer sem sua filosofia de verme, de parasita, de bactéria que não aceita ser bactéria, de um filósofo que não aceita a ideia de que existem coisas superiores e coisas inferiores a ele mesmo. Para Sartre o mundo inteiro está abaixo dele, este sim; não projeta nada, não realiza nada pois tudo o que faz é servir ao Sr. Coisa- Alguma, adorador do sofrimento como meio de se fazer presente, de se fazer ser percebido. O homem apenas aceita passivamente o seu deus superior da hipocrisia, Sartre agora não é mais o homem que queria ser deus, mas o homem que é deus. Mas, e abaixo dele, existe algo?! Tudo bem! Aí tudo certo! Agora ele se auto declarou sendo um deus na Terra! “Nunca um produto acabado”, ele dizia. Mas o próprio Sartre não, ele, o homem que transforma, que realiza, que projeta, ele está pronto, ele está acabado, talvez ele tenha sido o realizador dele mesmo, sendo que os outros não, os outros não realizam, não são nem seres vivos, porque não passam de um projeto, são apenas ideias, mas Sartre não, este se considera como algo realmente concluído. Ele é deus na terra, pois determina quem, e o que, é um homem, e o que não é um homem.

“A existência precede a essência”, esta talvez seja a frase mais famosa de Sartre, mas antes de darmos continuidade a esta questão, neste caso em específico, é importante que o leitor se familiarize com o que defende os filósofos clássicos como Aristóteles, Platão e os filósofos-teólogos como; São Tomás de Aquino e Santo Agostinho, por mais hábeis que alguns filósofos são em tentar nos convencer de ideias complexas e contraditórias, mesmo que não possuindo nenhuma conexão provável com a realidade, mesmo que seja o contrário do que a nossa percepção esteja processando quanto às informações que os modernos tentam nos fazer engolir a seco, é importante e fundamental entender os clássicos para não cair nas fantasias por influência dos modernos, curiosamente, importante citar a frase do filósofo modernoG. W. Leibniz,  com alguma adaptação: “Todos acertaram naquilo que afirmaram, e todos erraram naquilo que negaram (frase correta: “Descobri que a maioria dos homens está certa na maior parte do que diz, mas errada na maioria das negações ou exclusões que faz”), os clássicos são imbatíveis, pois há coerência frente as dificuldades e desafios da realidade da vida, os clássicos são muito mais plausíveis, profundos e verdadeiros, ao contrário do que dizem os filósofos modernos que se apoiam na matéria, os clássicos se apoiam na vida. Assim, fica notório o palavrismo de Sartre, que tenta fortalecer uma ideia por meio de sua permanente diarreia vocabular, tudo fica no campo do deboche, perdido em joguinhos de palavras soltas, sendo que vale lembrar que ninguém pode, nem por meio da ciência, nem por meio da palavra solta, isolada, confirmar uma coisa nem outra, mas Sartre apela para o cientificismo diante de algo que nem mesmo ultrapassa a barreira da palavra, cientificismo no sentido de dar a palavra a falsa propriedade de coisa material “comprovada”, como se fosse algo mensurável e quantificável. Sabemos que é por meio da palavra que construímos nossa percepção e comunicação com o mundo, relacionando, trocando ideias uns com os outros, e diante disso, Sartre não perde a oportunidade de confundir, sabendo que suas palavras são escorregadias feito quiabo e agindo como se a palavra fosse a própria matéria, e não um simples meio de comunicação. Por esse meio, as ferramentas de comunicação, apenas podemos ter bons ou maus argumentos a respeito de certos temas, mas isso não é ciência, quando muito, é uma especulação, às vezes muito convincente daquilo que somos (ou dá na mesma dizer, por ser pouco convincente, o resultado é o mesmo para a realidade em si), e nem vale a pena ficar “fritando” neste assunto, não devemos ficar jogando tempo fora por coisa alguma. A palavra não substitui a realidade, quando muito é uma representação de uma realidade apresentável, possível, e por isso é tão perigoso quando um sofista tenta fazer as pessoas acreditarem, de maneira astuta e desonesta, naquilo que nem mesmo o próprio sofista consegue acreditar, e Sartre se enquadra perfeitamente neste “mal-uso” da palavra.

O filósofo Louis Lavelle já havia formulado, de maneira mais técnica, a questão do existencialismo, defendendo que a existência humana não é um acidente isolado, sendo que, em Lavelle, a consciência de si é automaticamente confirmada na totalidade do ser, onde o existir é essencialmente um ato, algo que para os materialistas é difícil de encontrar alguém que ao menos demonstre alguma capacidade de entender o que isso significa, obviamente que, no materialismo, o indivíduo é isolado, sem um horizonte transcendental. Para o filósofo Olavo de Carvalho dizer que a existência precede a essência significaria que o “nada” possui a capacidade de criar o “ser”, algo sem nenhum contato com a realidade, totalmente fantasmagórico (último trecho, anotação minha). Ao rejeitar uma essência prévia ou concomitante com a criação do ser, Sartre cria um Frankstein, onde o nada é o centro da sua tese, ou seja, uma piada de mal gosto, pois o nada não pode ser o centro de coisa alguma, novamente é importante reforçar que o nada é só uma alegoria, não possui sentido real e nem prático, e ainda tem a questão das liberdades, Sartre ignora que o exercício da liberdade exige discernimentos e limites, e confunde qualquer impedimento da vontade como ausência de liberdade, sendo que, na verdade, Sartre tentou transformar qualquer tipo de libertinagem como sendo referência análoga à liberdade, algo realmente sem nenhum fundamento, como se dissesse que um ser humano só poderia ser livre se pudesse tudo, o que novamente não encontra área de contato com o mundo real.

“Tradicionalmente, acreditava-se que os seres humanos possuíam uma essência”, Sartre se contradiz novamente ao tentar atribuir uma característica material ao que não pode ser visto e nem tocado, pois, quando muito, a essência está interligada ao campo do que podemos considerar como parte do corpo humano, mas que não pode ser tocado, quando muito está relacionada ao comportamento humano, e não a algo que seja tátil. Você não deixa de ter essência no momento em que não está falando, e nem passa a ter essência só porque começou a falar, assim acontece com todo o resto, sua essência é sua própria capacidade de se movimentar no mundo, suas opiniões podem mudar, seus pensamentos podem ser redirecionados para outras questões, seu corpo pode ser alterado, mas sua essência não. Seres sem vida não possuem essência, quando muito são apenas um apanhado de coisas físico-químicas, e ainda vale reforçar que a contradição mais simples, em contraponto ao que Sartre defendia (algo que aqui já foi citado anteriormente), é que o nada não pode criar a si mesmo, não há a mínima possibilidade de uma existência sem essência. Sartre confunde intencionalmente a qualidade do Ser com a possibilidade do Vir-a-Ser, do Vir-a-Fazer. O homem, primeiro; é, depois; faz, e não o contrário. Sartre se utiliza de frases repletas de pirotecnias, é como se no fundo ele estivesse dizendo que o ser humano não possui uma essência, isso não é satisfatório, isso não significa nada, pois a essência não está acessível da maneira como os sofistas querem acreditar, pois o fato de uma pessoa mudar, de se transformar ao longo do tempo, quando muito, isso só significa que o ser humano não é estático, e nem mesmo invertendo a frase, passa a ter algum sentido, porque antes, caberia saber ao certo o que o Ser era e o que mudou no Ser, e se mudou passou algo ou se deixou de ser algo? Nada altera a essência, caso contrário um jacaré poderia passar a ser um leão ou vice-versa. Não, nada disso acontece, nem uma coisa nem outra. Independentemente dos motivos que fazem uma pessoa mudar de comportamento, não é razoável afirmar que o comportamento seja a essência da pessoa, quando muito de que o comportamento é o resultado de uma equação da essência da pessoa com o meio em que ela vive, na verdade, podemos afirmar que o comportamento faz parte da essência. Não é porque uma pessoa passou a agir desta ou daquela maneira, não é porque possui um novo comportamento que agora podemos afirmar que tal pessoa perdeu sua essência. Sartre quer ser o criador da existência humana, e para isso decreta que não existe uma essência, mas “A essência não se cria, quando muito é parte de uma transformação que não vai além de uma aparência, algo que não se extingue, mas participa”. Um homem pode ou não ter escolhido de qual lado da rua nasceu, mas certamente pode escolher se vai ou não tentar atravessar para o outro lado, isso não tem nenhuma correlação com o conceito abstrato de essência, mas sim de escolha. A essência não depende da ação humana e nem de uma definição por meio de palavras e, existindo ou não, certamente que para isso não depende de nada quanto da vontade humana. Sartre continua com suas frases desenxabidas: “Não existe uma natureza humana pronta”, obviamente que sendo ele, um materialista, fica mais fácil entender porque insistiu tanto em proclamar a matéria como sendo o senhor de sua pobre existência, o seu falso deus, por isso, vivendo em um mundo livre, ele pôde continuar dizendo essas besteiras essas frases nominalistas sem ter que prestar contas a ninguém. “Não existe um propósito universal inscrito em nós. Cada pessoa cria sua própria identidade”. E…? O que a identidade tem a ver com o existir ou não, com o ter ou não um propósito universal? Ele não explicava o que dizia, apenas defecava na cara dos leigos e dos seus correligionários, todos cegos, passadores-de-pano, ele vomitava, regurgitava, e permaneceu assim, até o fim dos seus dias, com teorias sem pé nem cabeça.

Com a ideia de “Liberdade radical” Sartre chegou a uma conclusão extremada, porém, e como sempre, claudicante, “Se não existe essência predeterminada, então somos livres”, nesta frase a partícula condicional “se” já informa muita coisa, talvez ninguém tenha como afirmar isso, como já foi mencionado a respeito desse assunto anteriormente, isso ocorre porque o materialista nega a matéria a fim de, no instante seguinte, reafirmá-la, pois, para um materialista, seria melhor que não existisse essa tal de “essência”, e nem esse “se”, mas por outro lado, sabendo que não foi um lapso, serve mais como uma confirmação relativista de quem é capaz de negar o materialismo a fim de intensificá-lo, caso contrário, ele mesmo jamais o faria, principalmente para os leitores mais leigos, aqui se faz necessário insistir no modus operandi dos progressistas, que negam as próprias ideias materialistas, senão para fortalecer o próprio materialismo. Pode transparecer apenas como um jogo de palavras, mas infelizmente não é, e esse método tem dado certo para os progressistas há muito tempo. Como sempre, o mal é o primeiro a negar sua própria existência. Diante de inúmeros falsos silogismos, indiretamente ele está dizendo com esta frase “se existe algo que eu não possa perceber ou provar, então essa coisa existe!”. Que droga de raciocínio é esse?! Assim fica fácil, essa é a essência de um ególatra negando que o mundo existe senão a partir dele mesmo, novamente uma maneira sorrateira de afirmar o que está sendo negado. Ao se colocar como o centro do universo, Sartre proclama a si mesmo como ponto de partida, como a referência do mundo, negando, afirmando, negando novamente e depois reafirmando a si mesmo, ele, Sartre, o deus que nem precisou matar a deus (algo próximo ao que Nietzsche fez, porém, de outra maneira), Sartre fez isso apenas indicando com palavras o que somos e o que não somos, sem nem precisar provar nada, somente com suas palavras ao vento, sem nenhuma coerência. Neste caso, em específico, a única essência da qual acredita é a de ser ele mesmo a própria essência do mundo, a essência do homem-deus que, em determinado momento, ele reforça a existência, e em outro momento ele reafirma o oposto, sendo ele, uma pessoa extremamente arrogante e prepotente, pois quem nega o Sagrado automaticamente reafirma o profano, sem dizer uma única palavra se referindo a si mesmo, ele se auto determina como sendo o centro do universo, um verdadeiro ególatra, charlatão, indiretamente, ele mesmo se auto declarar deus, mas claro que ele fez isso de maneira indireta, subliminar, escamoteada. Sartre sabia que não era possível provar coisa alguma do que ele estava a tentar defender, então, sentia-se à vontade em concluir que tudo estava certo, simples assim. Sartre decidiu da própria cabeça que somos livres antes mesmo de existirmos, e com isso nos condenou a ignorância, e por isso mesmo dizia que não suportamos a suposta ideia de liberdade que ele defendeu a fim de validar seus próprios absurdos, ele nos enjaulou, nos aprisionou, nos colocou em um tipo de sala fechada que ele chamou de “liberdade”, obviamente que uma liberdade esquizofrênica, não porque ele acreditava no que dizia, mas justamente porque duvidava de si mesmo no instante em que se auto reafirmava dizendo coisas sem sentido, coisas das quais necessitava sempre de muita falta de caráter e muitos malabarismos para enfeitiçar aos leigos. “Mas essa liberdade não é agradável. Ela é pesada”, ele disse indiretamente.  Mas sendo assim, como a escravidão não seria pesada? Seria a escravidão algo leve?! E tem mais, como algo pode ser libertador e escravizador ao mesmo tempo? O que podemos fazer para estarmos em um lugar antes mesmo de chegar a esse lugar? Assim, neste malabarismo infundado de cores inexistentes, Sartre tentou derrubar o homem e o aprisionar em um inferno que somente ele, Sartre, o deus-homem, poderia nos tirar. Ele jogou o homem no que podemos chamar de inexistencialismo; ideias e palavras que não representam a verdade e nem a realidade, um mundo de palavras sem atitudes, sem ações, sem movimentos (leia o texto a respeito do tema em www.jornalistarogeriosouza.com.br). Neste inferno sartriano, onde as palavras valem mais do que a própria realidade em si, e o pensamento deixa de ser nossa essência para se transformar em prisão, obviamente que ele preferiu chamar o próprio abismo de existencialismo, sendo que o correto seria apenas dizer; o abismo existencial de Sartre. Como todo progressista, ele chama de amor o que é ódio, chama a liberdade de condenação, e subliminarmente coloca a escravidão como se fosse a própria liberdade em si. Se homem não está em busca da liberdade, porque ela é pesada e não é agradável, então, a humanidade pode se jogar livremente neste abismo existencial da escravidão sartriana, essa sim seria, segundo Sartre, uma escravidão como algo leve e agradável. Vale reforçar que muitas das coisas apresentadas nos textos de Sartre está escamoteada, escondida, subliminar, subentendida, não poque ele não quisesse dizer de maneira direta, mas porque disse tudo de maneira a fazer um apelo ao negativo, isentando a si mesmo de maiores explicações, assim, ele reafirmava o progressismo negando tudo o que no mundo dos humanos consideramos como sendo positivo. Seus textos possuem um falso aspecto de positividade, mas que, na verdade, são extremamente negativos, reafirmando o negativo como se fosse o contrário, invertendo os polos, em Sartre o negativo passou a ser o positivo, o eufórico passou a ser o disfórico. No universo sartriano o amor costuma ser tratado como uma condenação, a liberdade como uma condenação, a bondade como uma condenação, em Sartre, o mal passou a ser o bem, em um mundo em que a mentira rouba o lugar da verdade, todos os dias, todos nós perdemos com isso.

Porque toda escolha implica em responsabilidade”, enfim, ele acerta, porém, sem jamais perder a oportunidade de tentar transformar a responsabilidade em um fardo pesado ou até algo impossível, ele infere atributos negativos ao conceito de responsabilidade, e assim coloca a questão como sendo algo como um tipo de “impeditivo categórico” que, ao contrário de Kant, por meio de seu imperativo categórico que nos coloca como responsáveis por nossas ações por meio das práticas das leis morais, Sartre tenta impedir que sejamos livres por meio de frases de efeito, mas dizê-lo assim, não causaria o mesmo resultado, o que não causaria os mesmos efeitos, então ele nos condena a sermos livres, mas não sem antes nos aprisionar no que chamo de seu “impeditivo categórico”, seria melhor que ele dissesse logo que nem todo homem nasce escravo, mas que o progressismo estará sempre trabalhando para corrigir este “equívoco”, afinal de contas, ele poderia ter dito “a máxima de realização de um escravo é o de ser e agir como escravo”, mas ele preferiu outro caminho, e colocou a liberdade como um tipo de maldição, como algo que nos limita (não que nos liberta, mas que nos prende), como se a liberdade pudesse ser o positivo e negativo ao mesmo tempo, a liberdade como algo que nos impede de sermos livres, novamente, ele não diz isso de maneira direta, ele precisa que tudo fique apenas no campo do subjetivo, do subentendido. Se ele atribuísse que ter responsabilidade fosse algo ruim, ele também determinaria que a liberdade seria algo ruim, na verdade, antes ele altera a qualidade de nossa liberdade e joga tudo em uma fossa de excrementos dos falsos filosóficos, de coisas falsas, repletos de falhas, ele assim acabou por afirmar que a liberdade com responsabilidade é um verdadeiro fardo, talvez ele queria dizer que a responsabilidade impede que sejamos livres, e que a liberdade não combina com nenhum tipo de responsabilidade, mas novamente, não poderia ser dito desta maneira, caso contrário seria algo muito fácil de perceber que não havia ali, nada que fizesse sentido. Ele fez tudo isso de maneira intencional, certamente que em sua cabeça, não confundia libertinagem com liberdade, ele sabia que não são as mesmas coisas, mas se esforçava para transparecer que sim, pois se as pessoas de fato não sabem mais o que é a liberdade, ele poderia muito bem tirar proveito disso, forçando uma ideia com que as pessoas passariam a acreditar que uma coisa é a outra e vice-versa. Assim, é possível afirmar que, sem responsabilidade, não somos nada mais do que simples animais. Para Sartre, parafraseando Descartes, sua frase central poderia ter ficado assim “se tudo posso, logo não existo!”, desta maneira fica subentendido que “sou facilmente um pária”, um ser frágil e escravizado em nome da “liberdade” que nos condena, nunca nos liberta, uma frase totalmente sem pé nem cabeça. Em Sartre e em todos os ditadores da história recente, e seus representantes, a ideia de responsabilidade é um fardo, mas que, aquele que não assumisse suas próprias responsabilidades, certamente que seriam todos bem escravizados, porque normalmente quem assume as próprias responsabilidades também não aceitar receber ordens feito lacaio, assim, todos poderiam e deveriam aceitar de maneira pacífica que terceiros que, os outros, os ditadores amigos de Sartre, de que definissem o que deveria ou não ser feito para cada cidadão no mundo. Outra possibilidade de interpretação ao que Sartre defende em seu livro pode ser considerado como algo ainda mais perturbador, ao desejar livrar os homens das próprias responsabilidades e, por consequência, aprisionar a todos em suas “liberdades”, tudo ao mesmo tempo, estaria ele insinuando que o Estado, por meio de algum ser “supremo”, deveria passar a decidir, a escolher, a definir o que cada pessoa poderia ou não fazer de suas vidas? E assim, estaria o ser humano livre de vez desse suposto encargo chamado de liberdade? Que absurdo, não?! Aqui você, caro leitor, pode perceber que a astúcia do mal não possui limites, ao atribuir um aspecto negativo para a liberdade e para a responsabilidade, ele só faltou dizer que você só vai ser feliz um dia se deixar de ser livre, e para isso, e principalmente depois disso, algum ungido poderia tomar as decisões por você, e que, logo ao se deparar com essa suposta situação absurda, você poderia de fato perceber que teria que se transformar em um verdadeiro escravo, completo, pleno, assim não iria mais se sentir como a um “condenado a ser livre”, nem iria mais sentir o peso de ter que tomar o controle das próprias decisões, mas pior, Sartre nunca disse que você iria morrer se não obedecesse. Em cada etapa deste processo de supressão do homem, Sartre e seus asseclas passariam a ser os donos do mundo, praticamente sem precisar disparar uma única arma, você estaria se oferecendo espontaneamente a ser um escravo dócil, gentil (o uso das armas contra você ficaria para depois, quando você começasse a questionar o que eles são de verdade). A pessoa que abre mão de sua autonomia, de sua liberdade, acaba por se transformar espontaneamente em um escravo no sentido mais puro da palavra. Agora sim, deste ponto em diante, você saberia o que seria um fardo pesado a ser carregado, pois não poderia fazer outra coisa, senão, obedecer. Outra pergunta importante poderíamos fazer ao sofista Sartre, o que nesta vida não é um fardo pesado?! Se, viver é isso, quem não prefere ficar com o “peso” da liberdade, mas jamais aceitar que alguém venha diga o que cada um pode ou não fazer. Se acreditarmos na visão fantasiosa de que este mundo é outra coisa, senão o que é de fato, estaremos nos entregando espontaneamente a servidão, assim como indicou o autor Étienne de La Boétie em seu livro “Discurso da Servidão Voluntária”, e também  como exemplo do problema, temos o livro de F. HayekO Caminho da Servidão”, em ambos os trabalhos você poderá ter uma noção melhor do que de fato pode ser a liberdade ou a escravidão, e assim, não ficará vulnerável a esse amontoado de palavras sem sentido de Sartre e seus amigos charlatões, sempre querendo subtrair de você a mínima possibilidade de ser livre, como se viver fosse um fardo do qual o demônio do progressismo irá te “salvar”. Todo o progressismo é algum tipo diferente de anticristianismo, sempre tentando roubar algo da sociedade por meio de um tipo de “feitiço” que começa na palavra, e que termina em paredão de fuzilamento. Tentam fazer você acreditar em algo como se eles estivessem preocupados com a sociedade, mas não estão preocupados senão com eles mesmos. Não estão tentando salvar nada! Estão, na verdade, tentando pisar na sua cabeça com a bota do totalitarismo progressista a esmagar qualquer potencial tentativa de ser livre por meio de um amontoado de mentiras a fim de te dominar e te escravizar, mas sempre em nome da “democracia”, da “liberdade”, da “fraternidade”, da “igualdade”, eles só não dizem até onde vai toda essa falsa preocupação com os seres humanos, sendo que esses “humanistas” nunca dizem para o quê, ou para quem, estão trabalhando.

Na ideologia do ódio, você é incentivado a odiar, ninguém vai dizer que você ama alguma coisa, mas sim, e indiretamente, vai dizer que você odeia, por isso Sartre continua firme em suas distorções dizendo “Você odeia seu emprego”, ele citou isto a respeito de pensamentos e de sentimentos, novamente como se estivesse falando de coisas físicas, materiais, até que em algum momento ele tenta confundir o leitor ainda mais ao tentar transparecer que está falando de algo universal por meio da permanente tentativa de sempre estar a confundir e, com o cenário já estabelecido por ele, a sua própria maneira, começar a tirar vantagens de ter levado a sociedade para o lado escuro da vida, assim, faz malabarismos, diz que você é livre, que você tem escolha (não exatamente com essas palavras), mas que está condenado, e mesmo que você, sabendo que obviamente tudo em sua vida tem suas consequências, mesmo sabendo que deveria ficar mais atento quanto as manipulações linguísticas de Sartre, não é difícil encontrar quem caia nessa ladainha, e aí continuava com mais e mais falsas “pérolas”, eis que a cereja do bolo reluz, ele não faz os devidos contrapontos entre quem odeia o trabalho, com quem ama o próprio trabalho, faz tudo parecer absoluto e inquestionável, unanime, quando na verdade tudo o que diz é subjetivo e vazio.  “O homem está condenado a ser livre”, sempre tentando fazer com que uma coisa positiva pareça ser algo ruim, puramente ruim, “você é livre, mas ser livre não é bom, pois você está condenado”, assim, quem em sã consciência quer ser condenado, logo, seria melhor ser escravo? Mas ninguém fez essa pergunta a Sartre, que sempre estava falando para convertidos. Todos querem ser absolvidos, perdoados, alcançar uma redenção, e qual seria essa redenção de se livrar de uma condenação? Óbvio que é de se tornar escravo, pois o contrário de ser condenado a ser livre, resta apenas ser escravo, o contrário de ser um condenado é ser livre, mas no dicionário de Sartre o contrário de ser escravo é ser escravo, é estar condenado a algum tipo de coisa qualquer. Sartre inverte a lógica para conseguir convencer a todos de que algo assim, tão absurdo, faz algum sentido, desta maneira, você nem sabe mais do que está se defendendo e, apenas se entrega. No fundo o que ele quis dizer seria algo como “o homem está condenado a ser inteligente, e ser inteligente não é uma coisa boa, então, ser burro é ser livre”. Sartre esconde tudo isso de maneira muito habilidosa e sarcástica, suas ideias malignas estão travestidas de falsa liberdade de quem não precisa mais decidir, e justamente por perder a autonomia, jamais voltará a ser livre. A ponte entre o desespero e a escravidão está concluída, e pobre daquele que cair nesta armadilha terrível “a escravidão do homem “livre””.

De repente Sartre consegue mais uma frase de efeito tão óbvia quanto horrorosa “Cada alternativa tem custos”. Todo o ser humano possui a capacidade de dizer o que quiser e, dependendo de onde vive, terá que arcar com mais ou menos consequências diante do que foi dito ou feito, para dizer obviedades quase nunca o ser humano precisa ter alguma capacidade intelectual média ou elevada, mas para dizer algo que realmente faça algum sentido lógico, isso sim, em tese precisa ter alguma noção mais aprofundada das coisas. Porisso Sartre brinca diante da incapacidade de as pessoas não entenderem nada do que estava sendo dito, ele brincava diante das dificuldades das pessoas em perceber o óbvio, da incapacidade de conseguir produzir algum raciocínio genuinamente verdadeiro e profundo diante de temas aparentemente simples, porém, suas ideias “avassaladoras” causavam implicações negativas nas vidas das pessoas. Por isso ele brincava de dizer coisas que estão escancaradas como se fosse um raciocínio profundo, e ainda fazia parecer como se fosse tudo simples de ser resolvido. Esse exercício praticado por ególatras em poder dizer obviedades e fazê-las parecer algo profundo como se fosse uma teoria filosófica (essa é a essência do progressismo), e Sartre absorveu tudo muito bem, sempre dizendo algo óbvio para ser facilmente aceito pela sociedade e ainda receber muitos aplausos dos incautos e convertidos. Sartre se sentia como um deus brincando de criar falsos silogismos com seus súditos ignorantes. Sim, é possível acertar no que está sendo defendido e, contraditoriamente, apenas ficar usando de meias verdades, dados da própria realidade como meios de falsificar a percepção de mundo das pessoas, isso pode parecer estranho, e de fato é muito estranho, mas é isso que ele e muitos dos materialistas fizeram e continuam fazendo. Tentaram demonstrar que os progressistas são pagos pela super elites mundiais para confundir e espalhar discórdia, existe um lado limpo no esgoto do iluminismo progressista, algo que até hoje realmente serve apenas para atrapalhar a capacidade intelectual dos leigos e calar os mais distraídos. Sartre, o intelectual que sempre estava apontando para as platitudes, atuando nas superficialidades para dizer o que todos sempre souberam, e logo em seguida já tentava deturpar a realidade com teorias com suas falsas filosofias, sempre ideologizadas. O que pode ser mais óbvio do que dizer que “cada alternativa tem custos?!”, e ainda se utilizar disso para provocar nas pessoas ainda mais revolta, inconformismo, ódio, ressentimento, o diabo sempre permanecerá insatisfeito por não ver reconhecida a sua suposta “bondade” e Sartre trabalhou muito bem este defeito congênito de comportamento que pode recair em qualquer pessoa.

Sartre afirma que as pessoas dizem coisas como se não tivessem alternativa “Não tenho escolha”. Sim, “você tem escolha”, ele disse (sempre com palavras deturpadas e frases confusas). A frase está carregada de mais e maisobviedades, e continua assim por todo o livro de Sartre. Nada na vida está livre de escolhas e suas consequências, de um jeito ou de outro, tudo sempre está sendo uma escolha sua, mas certamente, quando você assume a responsabilidade por seus próprios atos, você “treina” a habilidade de viver melhor e de conviver melhor socialmente, quando você nega estas questões, você definha lentamente até deixar de ser um ser humano normal com suas qualidades e defeitos, e passa a agir quase como um animal que alguém passará a ser seu responsável eterno (como um tutor), alguém que te dará água e ração. Seria possível deixar essa ideia ficar ainda mais clara?! Tudo isso fica mais escancarado para qualquer pessoa que tenha um mínimo de capacidade de compreensão da vida, de que suas escolhas são suas, e que todas elas sempre terão suas próprias consequências. Não devemos confundir o ato de decidir com o ter ou não ter a capacidade para se distanciar das pressões da vida, das coisas que o mundo acaba por causar em cada ser humano, viver dói, é complicado, é difícil, mas ninguém pode viver por nós, senão nós mesmos, assim, ninguém pode decidir nada por nós sem nos enfraquecer ou nos roubar algo. Quanto mais distante você estiver de um governo ditatorial, maiores serão as suas chances de decidir por si mesmo, e por isso poderá se fortalecer, ficar a cada dia mais forte e tentar viver da melhor maneira possível. Quanto mais próximo de um governo ditatorial, menores serão suas possibilidades de ser livre, mas isso ainda não implica que você não possa ter nenhuma capacidade de escolha, acontecerá apenas que, em alguns países, o campo de ação vai diminuindo, sendo que em algumas ditaduras, tais possibilidade são praticamente inexistentes. Assim, dizer que você tem ou não o poder de escolha é uma obviedade que depende da situação e do lugar onde você está situado, sendo que a restrição é o que todo progressista quer, pois isso lhes dá mais poder, e ter o poder de decidir, de cima de um pedestal, o que as pessoas podem ou não fazer com suas próprias vidas faz parte dos sonhos de qualquer progressista, pois estes colocam em um altar de anjo caído demoníaco, de quem pensa que é deus. Por mais estúpida que seja a pessoa, jamais deverá aceitar que alguém diga o que pode ou não fazer com a própria vida. Eles vão tentar determinar onde você vai trabalhar, o que você vai estudar, e tudo isso vai acontecendo tão lentamente que ao final do processo serão estes mesmos monstros que irão decidir quem vai viver e quem vai morrer, mas você só vai perceber isso quando for tarde demais, tudo estará tão sacramentado que você provavelmente não vai nem conseguir dizer algo contra, quanto mais tentar fugir. Pois é assim que vivem as pessoas na Coréia do Norte, o pior pesadelo de alguém que vive sob um regime totalitário progressista “democrático” é ser escravizado pelo sistema que a própria pessoa ajudou a criar, ajudou a eleger. Você agora deve estar pensando de onde tudo isso foi retirado, sendo que o texto está mais concentrado no ser humano enquanto indivíduo, acontece que tudo começa assim, aparentemente transparece ser uma teoria inocente, depois de todo o sistema ter sido implementado, você nem mesmo saberá como tudo chegou ao ponto tão terrível de total submissão. Por isso, sua única saída é nunca depender de nada e nem de ninguém para coisa alguma, quanto mais você delegar suas responsabilidades, maiores serão as chances de você ser “sodomizado” pelo sistema. “Cada alternativa tem custos”. Sartre faz esse joguinho de morde e assopra, dizendo uma coisa óbvia e depois usando-a para seus objetivos ideológicos ao tentar deturpar a realidade com teorias falsas, partindo de certas obviedades que nada negam e nada afirmam, mas que proporcionam poder e ao mesmo tempo palco, para que ele pudesse falar.

“O homem está condenado a ser livre.”, nesta frase ele se superou, ao tentar atribuir um aspecto negativo a uma possibilidade ou atributo da vida, o fato de dizer que uma pessoa pode ou não ser livre contém em si muita coisa, muitos significados e muitas possibilidades, positivas e negativas, mas nunca apenas uma ou outra, é como dizer que estou com fome e logo concluir que estou condenado a me alimentar todos os dias, não faz sentido algum, ou seja, ele tenta transfigurar a ideia de liberdade como se fosse uma prisão, mas não sem antes aprisionar a humanidade inteira em um desespero de quemse recusa a aceitar que o sucesso ou fracasso da vida está em suas próprias mãos (mesmo que dentro de um certo limite diferente para cada pessoa), mas ele não pode apenas chamar a isso de liberdade conforme a conhecemos, caso contrário, ele não despertaria interesse em ninguém, não teria nenhuma teoria para apresentar e confundir as mentes humanas, assim, Sartre, o sabujo faz algo que todo progressista costuma fazer, inverte os polos (ou apenas anula um deles) para tentar dar algum sentido ou fazer parecer que está falando de algo novo, como se fosse uma nova descoberta, uma nova teoria, ou seja, na falta de sentido na filosofia sartriana, o homem só pode ser escravo, jamais pode ser livre como o termo costumeiramente indica, pois a liberdade para Sartre é escravidão, então poderíamos perguntar a ele, e a escravidão, é o quê? A escravidão não existe? A escravidão é a mesma coisa que a liberdade? A escravidão é alguma coisa? Ou é apenas uma fantasia da mente humana? Mas ao mesmo tempo, indiretamente, ele reafirma que tudo é escravidão, na filosofia sartriana, até mesmo a liberdade é escravidão, é como se ele dissesse que a luz e a sombra são as mesmas coisas, como se água e o fogo fossem as mesmas coisas, logo, para ele fica subentendido que não existe o bem e nem o mal, apenas existe o progressismo sartriano, auto proclamado como um novo deus, o deus do desespero da escravidão disfarçada de liberdade, porém,  basta que o homem encontre algum propósito em sua vida e toda a teoria de Sartre desaba sobre sua própria cabeça. Essa ideia terrível de que não existe o positivo, e que existe apenas o negativo, isso não faz sentido algum, assim, o conceito de que a liberdade é uma prisão e que o ser humano não teria por onde escapar é o suprassumo da incongruência de um filosofo que trabalha em prol de ditaduras, sendo que a liberdade nunca esteve neste suposto lugar (falso, mentiroso), criado por Sartre. Na verdade, o que ele inventa é um novo universo de coisas que não se complementam, não possuem referentes, e nem se anulam, assim, subjetivamente, na cabeça de Sartre o amor passa a ser ódio, o mal passa a ser o bem, e a liberdade passa a ser uma prisão, nada poderia ser mais calhorda do que servir o diabo se fingindo de deus.

“Não pediu essa liberdade, mas não pode escapar dela”, não pediu isso e nem um amontoado de outras coisas deste nosso mundo, mas é o que temos, por isso continuamos tentando melhorar dentro do que for possível, mas ao contrário de Sartre, não tentamos implodir o mundo só porque ele não é perfeito ou porque não nos encaixamos devidamente bem.

Com a ideia de facticidade, parece que enfim Sartre faz uma importante correção, será mesmo? Ele diz que “Não acredita que podemos fazer qualquer coisa”, na verdade, não é uma correção, é só mais uma das etapas do jogo duplo do progressismo que não se preocupa em negar o que afirmou anteriormente e, tampouco, de afirmar o que há poucos instantes estava negando em um jogo de vai e vem que nunca termina. Mas enfim, ele agora acerta, mas de maneira parcial, ou apenas até começar a se utilizar dessa frase como ferramenta de manipulação, pois quem define algo assim, para si mesmo (considerando a frase), não vai a lugar algum. Algumas das frases citadas neste texto não foram encontradas desta exata maneira, pelas mesmas letras (ipsis litteris), mas certamente que resumem bem o pensamento de Sartre conforme o texto a seguir; “Ser-se livre não é fazermos aquilo que queremos, mas querer-se aquilo que se pode”, ou também “Liberdade não significa poder fazer tudo o que se quer, mas sim a capacidade de escolher conscientemente”, esse “escolher” pode ter sido mais um dos inúmeros atos falhos ou apenas faltou coragem suficiente para definir o que é escolha, o que é o acaso, e o que é o determinismo sartriano?! Nunca vamos saber ao certo. É fato de que não podemos tudo, mas ao aceitar esta frase como uma premissa determinista e irrevogável, diante desta postura, a pessoa potencializa as possibilidades de sucumbir por comodismo, por inação, assim, potencializando a atitude (ou a falta de atitude) de ter uma postura passiva diante da vida, uma pessoa assim “morre” no mesmo instante em que desiste de tentar. O raciocínio determinista só se sustenta enquanto teoria, já que o papel aceita tudo, pode até ser algo válido como uma tentativa de se obter respostas, mas na vida prática o jogo é outro, aquele que nunca desiste vai mais longe, até mesmo para coisas que inicialmente possam ser consideradas como impossíveis, pois, o contrário, seria ter que aceitar tudo de todos a todo momento, como se não pudesse tentar mais nada para si mesmo, a pessoa definha aos poucos, sem ao menos poder ao menos tentar fazer o que for possível, e nem precisa agir assim com tudo, também não significa que nunca poderá tentar nada, significa apenas que existem coisas que fogem das possibilidades momentâneas, e que não cabe a nós mesmos nos censuramos, não devemos tolher a própria potencialidade. Isso nunca fez nenhum sentido real ou prático. Não somos livres? Ou fomos condenados a sermos livres?! Não importa o jogo de palavras, tentar é a nossa verdadeira sina, e aquele que tenta subtrair as mínimas possibilidades, deveria ser condenado ao ostracismo, ao esquecimento eterno, pois, até mesmo para o homem mais rico do planeta, para o homem mais poderoso do mundo, aqui neste mundo, não é, e jamais deve ser esse o jogo eterno de tudo ou nada, mas sim uma existência do que é possível para cada determinado momento da vida, então, tudo bem, ser livre ou não, em plenitude, isso é puro verborragismo, e devemos jamais aceitar sermos escravizados por quem quer que seja, principalmente por ideias deterministas e progressistas.Tudo pode mudar a toda hora, até mesmo para as questões que transpareçam certa impossibilidade, sem previsão de melhora ou de piora, o fato de que em algum momento as coisas podem mudar, para um lado ou para o outro, isso é um tipo de liberdade.

“Existem fatos que não escolhemos”, a essa altura provavelmente o leitor já está percebendo que as frases de Sartre estão repletas de obviedades, tudo isso é muito comum nas teorias de Sartre, e ele continua “Existem fatos que não escolhemos, como o local onde nascemos”, enfim uma verdade. “Nossa altura”, verdade. “Nossa idade”, verdade. “Nossa família”, verdade. “O passado”, verdade. Para Sartre, depois de séculos de existência da humanidade na Terra, onde o óbvio no mundo passou a ser o tema central de sua obra, passou a ter nome, ele chama a isso de facticidade, nós apenas chamamos isso de obviedades, só não enxerga quem não quer, quem se recusa a aceitar que certas questões fazem parte do nosso mundo, da nossa existência, só isso, e mais nada. Não somos deuses para mudar certas questões, quando muito, tentamos trabalhar com seriedade para mudar para melhor o que for possível, o que estiver ao alcance. Em Sartre tudo parece piada, mas com ar de intelectualismo.  Não parece coisa séria que alguém ficou tão famoso pelo mundo dizendo obviedades como se tudo fosse algo como “a última descoberta filosófica da humanidade” (grifo meu). Ele continuou com mais e mais frases “Esses são os elementos dados da existência”, de novo?! Mais redundâncias e mais obviedades, quem diria que essas coisas são mesmo “elementos dados” de nossa existência?! E por quem? Para quem? Sartre credita isso a natureza ou a Deus?! O Deus do qual todo materialista nega sua existência?! Quando muito, elege a natureza como se fosse uma entidade da qual ele logo adiante está negando. Mas ainda pode piorar, de suas ideias falsas ele prefere tirar outras conclusões como se fossem verdades absolutas, outrora como se fossem novidades ainda a serem apresentadas “a scelta del cliente!” (ao gosto do cliente!), assim não vale, isso não faz o menor sentido prático e nem real, pois não há meios de provar que seja desta ou daquela maneira, porém, ele gosta de fingir que o espiritual é material, e que a matéria é o próprio espirito, como se de repente descobríssemos por meio de suas ideias de que o ar faz parte da nossa existência, mas Sartre prefere dizer como se isso dependesse apenas de sua análise, que tudo passou a ser assim da maneira que ele decidiu que deve ser, ao mesmo tempo em que ignora os universais, como em um jogo de fingimento de que a frase não faz referência ao que ele costumeiramente nega, para um materialista, os universais servem quando querem se referir ao materialismo de maneira transcendental, algo já relatado pelos filósofos antigos como sendo incongruente, a matéria é uma coisa e o transcendental é outra coisa.

“A liberdade continua existindo na maneira como lidamos com esses fatos. Dois indivíduos podem reagir de forma completamente diferente às mesmas circunstâncias”, essa frase poderia muito bem ser atribuída a Sartre, mas veja a semelhança com essa outra sentença: “O que importa não é o que fazem de nós, mas o que fazemos do que fizeram de nós”, como se pudéssemos existir sem nenhuma referência aos nossos antepassados, imagine só, a cada novo indivíduo um mundo inédito, totalmente novo a ser desbravado por aqueles que acabaram de chegar, sem nem ao menos saber o que podem ou não comer, o que fazer para sobreviver, certamente que seria o nosso fim, então, que bom que tenhamos essas heranças, afinal de contas toda uma história de sobrevivência do homem na Terra não pode ser apagado assim, de repente, sem mais nem menos. A frase correta poderia ser: “como podemos melhorar tudo o que aí existe!”. Caso contrário ficaríamos presos a suposições que não nos levariam a nada, amanhã pode chover, ou não, quer dizer, seria algo como dois estranhos conversando, dizendo uma frase qualquer na fila do banco, sem profundidade alguma, com trivialidades constantes, pois a frase em si não quer dizer nada de mais, ou seja, eu posso dizer que a chuva é molhada, e continuarei dizendo obviedades que até mesmo uma criança consegue perceber sem pedir ajuda a ninguém, mas ao contrário disso, tais obviedades deveriam causar estranhamento nas pessoas, de tanto que são redundantes, mas para Sartre, isso se transforma em argumento, aparentemente filosófico, mas que não passa de um amontoado de sofismas. O copo sempre estará meio vazio para os progressistas, que não conseguem fazer uma simples pergunta: “tenho como resolver as questões que não me agradam sem necessariamente desejar implodir toda a história humana de uma única vez?”. Para concluir esta parte, a frase: “O que importa não é o que fazem de nós, mas o que fazemos do que fizeram de nós”, em Sartre esse é só mais um jogo de palavras, ele não acredita no que diz, não há em nenhum dos seus escritos que ele realmente acredita que devemos devolver o bem para as pessoas, mesmo quando nos fazem mal, logo, a frase desmorona, pois novamente transpassa a ideia de um ser sem espírito, materialista e egoísta.  

Quando percebemos nossa liberdade, sentimos angústia”, e quando não a percebemos, sentimos o quê?! Também sentimos angústia ou sentimos alegria por não perceber nada?! Ou quando percebemos que existe a finitude da vida, ficamos tristes ou felizes?! Ou iremos começar a chorar ao comer um pastel porque percebemos o pastel?! O sentimento de angústia ocorre por inúmeros motivos, não sendo determinante para nenhum tipo de consciência, por nenhum tipo de inação, seria porque percebemos as doenças?! Somos seres vivos que se distinguem dos demais seres vivos do planeta justamente porque percebemos as coisas, então fica assim, ao perceber que somos livres ficamos angustiados, alívio mesmo somente quando nos sentimos escravizados?! E tanto um, quanto o outro, causa desconforto, sentir ou não angústia não serve como padrão para anular, validar, perceber, ignorar… nem seria necessário continuar a fazer mais comentários, pois tudo acontece por inúmeros motivos, manifestações (ou mesmo por falta motivos), como possuímos atividade cerebral intensa que nos leva a questões que não encontramos no mundo animal, assim, os sentimentos bons e ruins existem de todos com relação a todas as coisas, de todos os tipos e para todos os gostos, não é possível usar a angústia como subproduto ou fator determinante de um único acontecimento em que Sartre chama de “liberdade”, a angústia nos leva a pensar na liberdade ou nos leva a pensar na escravidão?! Novamente ao inverter a frase o sentido se esfarela, porque não se mantém em pé, a angústia é reflexo de múltiplos fatores. “A angústia nasce da percepção da própria liberdade”, assim, como também nasce de outros acontecimentos e, também, ela mesma nos leva a pensar no que pode de fato ou não estar presente, isso não é o suficiente para determinar uma relação com a liberdade, se sentimos angustias por tantas coisas, como vamos saber se a liberdade possui alguma influência direta e exclusiva?! Ou se for algo decorrente do sentimento de angústia?! Sartre não se refere a todos esses detalhes desta maneira, caso contrário teria que ampliar ou desistir da tese, se outras questões ou sentimentos ficam no campo do subjetivo, a amplitude mesma da tese se esvazia, pois engloba tantas possibilidades e tantas inversões, pois os temas estão sendo cruzados como se um acontecimento fosse determinante do outro, o que obviamente não é verdade, não isoladamente. A angústia pode acontecer por inúmeros motivos, a percepção ou não da liberdade pode causar inúmeros outros sentimentos, ou mesmo nenhum sentimento, novamente, tudo fica no campo do inconclusivo. Agora, se fosse assim mesmo, de maneira exclusiva e absolutamente determinante, não seria possível pensar em seu oposto, o que não é verdade, pois já foi demonstrado aqui que inverter ou anular as partes é algo muito fácil de ser demonstrado. Nós poderíamos dizer: “A alegria nasce da própria liberdade”, o sentido é tão amplo como inconclusivo, o resultado semântico não se altera, disso não é possível provar nada, senão de que temos sentimentos e percepções que podem ou não caminhar juntos ou separados, e não sentir nada com relação a isso não nos faria nem piores e nem melhores do que de fato somos, apenas indicaria que somos capazes de sentir ou de não sentir certas coisas em determinadas situações. A liberdade possui várias facetas, a suposta liberdade de se jogar no abismo se contrapõe à liberdade de não se jogar, novamente, dá na mesma para quem está de fora, só é um resultante prático para quem está tentando praticar a ação. O raciocínio de um fato perturbador também pode gerar a ideia de uma alegria que surge ao nos sentirmos vivos, ao não desejarmos pular no precipício, mas Sartre ignora isso, pois obviamente tocar no assunto não ajudaria em nada sua tese, então, e por isso, podemos dizer “A felicidade nasce da percepção da própria liberdade”.

A má-fé é o mecanismo pelo qual fugimos da liberdade”, mas também fugimos de outras questões, ele poderia ter complementado a frase, Sartre poderia também falar a respeito da própria má-fé, fato já comprovadamente conhecido diante de seu apoio inequívoco ao ditador Stalin, mas vamos deixar esta questão para outro momento. Por má-fé fugimos de nossas responsabilidades, fugimos das nossas realidades, fugimos do trabalho, dos estudos, fugimos de tantas coisas, mas Sartre preferiu permanecer em um tipo de visão monomaníaca, como se nada mais pudesse abranger o ato de agir de má-fé senão o de fugir da liberdade, infelizmente a má-fé da humanidade transborda por vários campos, principalmente quando uma pessoa é capaz de mentir para si mesma, no fim, pode acabar por mentir para tudo e todos. “Sou assim mesmo“, quando muito, esta frase serve para demonstrar que usamos de desculpas esfarrapadas para não assumirmos nossas responsabilidades, nada muito além disso. “Não posso mudar“. Pode, mas não quer. Pode, mas não consegue. Pode, mas está sem energia. Pode, mas não sabe por onde começar. Pode, mas tem medo de não conseguir. A frase serve para a constatação de diversas coisas, serve principalmente para mentir para si mesmo, não é suficiente ou apenas para alguém dizer que somos ou não somos livres, serve para demonstrar que isso nos faz humanos, mas novamente, Sartre joga tudo em um único ponto, o ponto da liberdade, e as outras coisas? A incompreensão do mundo? A falta de noção do que possa ser a realidade? A falta de experiência para tratar de determinados assuntos? Até que ele retorna a questão da responsabilidade, assim, do nada, aparentemente isso acontecia quando havia interesse dele, o homem-deus. Infelizmentenão podemos negar que a ideia de assumir as próprias responsabilidades tem sido algo que na prática permanece no abandono, algo que boa parte das pessoas tenta evitar, mas não são todas as pessoas que são assim, só uma gigantesca maioria, tão grande que fica difícil de mensurar, e o que isso tem a ver com a liberdade? Muita coisa, mas da maneira como Sartre coloca o problema, a responsabilidade fica de lado. Na verdade, a maioria de nós prefere fugir do que lutar contra certas questões, o que não implica necessariamente que não suportamos a ideia de liberdade, aqui mereceria uma nota de rodapé para citarmos novamente a questão da coragem e da covardia, um servindo de referência para o outro. Não podemos desconsiderar o seu oposto, mesmo sendo mais raro, há quem decida por mudar a si mesmo a fim de não aceitar certas condutas absurdas, então, cada um pode dizer “Que eu quero mudar! Eu vou mudar!”, e por mais que a pessoa nãoobtenha o êxito desejado, a simples tentativa já aponta para um caminho possível, delicado e difícil, mas possível. Então, possuímos a liberdade de dizer não (ou de dizer sim), mas não estamos condenados a dizer nenhuma coisa e nem outra, não existe uma condenação positiva, não existe uma condenação de liberdade, a palavra condenação é algo que remete a um tema de extrema negatividade, não deve e não faz sentido ser associada com algo positivo. O homem está determinado a ser livre, mesmo quando não consegue isso (determinado no sentido de que em algum momento tentará ser livre), de alguma maneira, algo fica estabelecido em seu “DNA”, mesmo sem muita consciência do assunto. A ideia de ser “condenado” implica que existe algo fora, ou superior ao homem, algo que possui o poder de condená-lo, e se Sartre não acreditava em deus, o certo seria alguém ter-lhe feito a pergunta; “a referência utilizada, de maneira subliminar, para dizer que “o homem está condenado a liberdade”, seria algo feito pelo diabo?”, ou essa seria só mais uma das inúmeras maneiras astutas de Sartre em tentar se colocar no lugar de deus? Ou melhor, no ugar do diabo?!

*p.s. – note que, sempre me referi ao deus de Sartre de maneira a não utilizar a palavra com letra maiúscula, pois o deus do qual Sartre se refere, indiretamente, sempre se referindo a algo superior que, ele mesmo, não diz de maneira clara e objetiva, é sempre um deus falso, demoníaco, escondido nas entrelinhas.

O tema do olhar do outro é só mais um dos subterfúgios que Sartre se utiliza para embaralhar as mentes dos leigos, ele diz “Quando estamos sozinhos, experimentamos nossa subjetividade. Mas quando alguém nos observa, algo muda. Passamos a nos ver pelos olhos daquela pessoa”, assim como também continuamos a perceber a nós mesmos, e também a perceber os outros pelos nossos próprios olhos, mesmo quando não percebemos que isto esteja acontecendo, sendo que estamos a fazer isso o tempo todo, nunca perdemos a capacidade de ver o mundo com os nossos olhos, em parte a relação social com as pessoas implica em ser capaz disso, ou não seria relação social, seria apenas um indivíduo egocêntrico acreditando ser ele mesmo o centro do mundo (o que não anula e nem impede o egocentrismo), então, a frase novamente é inconclusiva, superficial, imperfeita, certamente que isso tudo em Sartre é intencional, e para nós, isso não muda, se é ou não intencional, não faz diferença, porque estamos vivos, tanto que nem sabemos o quanto é bom ou não. Vale reforçar, acontece que ninguém vive sozinho, então temos essa amalgama, essa capacidade de perceber e ser percebido, essa fusão de cores, cheiros e sons, somos um complexo de combinações de muitas coisas que alteram nossas percepções e nossos comportamentos, por isso somos diferentes de nós mesmos quando estamos em grupo, e às vezes passamos a ser um tipo de ser específico, social, sem deixar de sermos o que somos como indivíduos. Mas estando sozinhos, acomodamo-nos em um outro personagem, que pode ou não ser parecido, que pode ou  não ser diferente do nosso “personagem” público ou privado, e podemos até perder a noção de quem é quem nesse jogo, se estamos sozinhos também podemos assumir qualquer papel de quando estamos em sociedade, esse é um ponto que é determinante para não obtermos nenhum tipo de conclusão quanto a questão da liberdade, é só uma capacidade que pode ser positiva ou negativa dependendo da situação, há quem consiga diminuir as distâncias entre as outras pessoas, há outros que se esforçam para aumentar as distâncias, e ainda continuamos sendo o que somos. Não é isso que determina que sempre seremos desse ou de outro jeito, só porque algum “pensador” agora quer que seja assim ou assado, em grupos diferentes podemos demonstrar facetas diferentes, e estando sozinhos podemos ficar mais ou menos desarmados a ponto de não percebemos nada que nos incomode muito, e como poderíamos saber quem caminhará para um lado ou para o outro, é tudo tão natural como induzido, vai depender de cada um. Somos seres sociais e não é improvável acreditar que podemos nos sentir mais verdadeiros quando estamos em grupos, e por isso é extremamente normal sentirmos ou atribuirmos pesos diferentes para situações e grupos diferentes. É tão óbvio que estando sozinhos não precisamos pensar em como iremos nos comportar a ponto de afirmar que somos diferentes quando estamos em grupo, é como dizer que o peixe não é o mesmo quando está fora d’água, é tão infantil a afirmação de Sartre que sinceramente fica difícil pensar em voltar a ler alguma coisa desse sofista que “deitou e rolou” diante da falta de compreensão das pessoas que estavam ao seu redor, isso considerando exatamente o tempo de vida “intelectual” ativa, não há meios de determinar se houve ou não quem, tentando desmascará-lo, sofreu represálias e foi “apagado” da história. E ele continua: “Você tropeça sozinho. Nada acontece. Tropeça diante de cem pessoas. Sente vergonha”, essa frase só prova que somos mesmo seres sociais, nada além disso, fazer conclusões superficiais e transparecer que são “profundas” foi uma grande artimanha de Sartre, que possuía uma habilidade demoníaca em ludibriar pessoas. “O olhar do outro transforma você em objeto de avaliação”, não exatamente, mas é obvio que não é a mesma coisa do que estar sozinho, sendo que ninguém vive sozinho, é óbvio que não dá para viver cem por cento da mesma maneira quando estamos em lugares públicos, a única coisa que essa frase possui de verdade é que agimos de maneiras diferentes dependendo do dia, do lugar e da situação, nada mais do que isso, porém, quanto mais uma pessoa for segura de si mesma, quanto menos estiver preocupada com olhares de julgamento, menos esses acontecimentos podem ganhar em dramatização, mas continuam sempre sendo acontecimentos importantes, até mesmo quando são extremamente um acontecimento do cotidiano. Mas existem outros aspectos que podemos considerar, há quem não dê a mínima para tudo isso, nem de um jeito e nem de outro, e isso talvez seja ainda mais preocupante do que aquele que tem alguma preocupação social considerando que o mundo é algo que vai além de si mesmo. O que esperar de um ser ególatra? Alguém assim, muito raramente não irá transparecer arrogância, prepotência, assim, independente dos motivos serem bons ou não, as pessoas vivem em sociedade, e por isso é extremamente natural que algo aconteça de diferente de quando a pessoa está sozinha, novamente, a conclusão de Sartre é apressada, superficial e inconclusiva. “A vergonha mostra que minha identidade nunca está totalmente sob meu controle”, isso demonstra apenas que ninguém vive sozinho, alguns são mais “descolados” e menos preocupados com esse tema, outros são mais contidos, nada mais do que isso.

Da análise do olhar surge um problema. Eu quero ser sujeito”, primeiro, sujeito em relação a quê? A si mesmo? Então a frase é vazia, pois todos nós somos sujeitos perante a nós mesmos, gostando ou não do resultado que encontramos, porém, se for para sermos sujeito em relação ao outro, o tema ganha em profundidade e extensão, pois estaremos falando das relações humanas tendo como ponto de partida a percepção do próprio eu em relação ao mundo, este tema por si só já seria tão amplo que deveria ser tratado em um trabalho específico, é de enorme leviandade tratar este assunto tão amplo tentando o ressignificar apenas do ponto de vista do indivíduo, sozinho, consigo mesmo, isso nem faz sentido se for tratado desta maneira, de maneira tão solta, quanto mais como um mecanismo que encontra um fim em si mesmo. A tentativa de objetificar a tudo e a todos é uma estratégia materialista a fim de nos diminuir, o fato das relações humanas possuírem diversas potencialidades não são de fato determinantes para concluir que uma pessoa não seja livre porque o outro a vê como um objeto, os resultados das ações podem descambar para inúmeras possibilidades, se minha vida não está nas mãos do outro, e se a vida do outro não está em minhas mãos, novamente o que existe é um exercício de aproximação ou de distanciamento de certas possibilidades e condições, tudo se altera a todo instante, assim, nunca é determinante até o momento que acontece (mesmo que acaba passando inalterado), dando lugar a outras possibilidades. Sartre só faltou chamar o poder de se movimentar de acontecimento contra a liberdade, ele não fez isso, mas não é impossível imaginar que, o fez em pensamento, indiretamente. Outro ponto importante é a hipervalorização do ego, como se isso pudesse impedir alguma coisa para fora ou para dentro de si mesmo, a pessoa é um sujeito independentemente do quanto ela se sinta bem ou não com o mundo em que está vivendo, sozinha ou acompanhada, sendo reconhecida ou ignorada, os sentimentos podem mudar frente a cada acontecimento, mas o eu, em si mesmo, permanece inalterado (e como única referência materialista, não existe mais nada além do eu), tudo não passa de uma percepção que pode ser diferente para cada indivíduo em momentos diferentes da vida, Sartre atribui valores aos acontecimentos externos como se estes fossem a própria essência das pessoas, sendo que ao mesmo tempo, incute para o indivíduo o valor essencial de sua negação, é pura contradição permanente, o mesmo jogo de duplo padrão que a esquerda aprendeu a praticar como se fosse algum silogismo de um demente que ontem esqueceu o que negava, e que hoje está afirmando tudo no sentido diametralmente oposto. “O outro também quer ser sujeito”, isso é fato, e se enquadra na mesma situação que acabo de citar, só que desta vez partindo do “eu” do outro, e assim vai, sucessivamente e, ad infinito, sem nenhuma possibilidade de perceber a própria incoerência de ideias. Mas uma observação merece uma atenção especial, para o filósofo do abismo, tudo é abismo, não há construção, somente uma tentativa de destruição travestida de progresso. Na cabeça de Sartre O homem materialista está mais próximo de realizar esse pensamento, mais do que o homem transcendental que de fato tenta encontrar o Divino. O materialista busca luz na matéria, ou seja, ao enfiar a cabeça no buraco, acredita que vai encontra alguma resposta, o outro, sabendo que está no buraco milimetricamente orquestrado, tenta chegar até a luz, a mesma luz que o progressismo insiste em destruir (ou fingir que não existe), na verdade, em um momento o progressismo diz que não existe nenhuma luz, em outro momento, diz que a luz está no fim do buraco. Assim, para o homem materialista, a vida se mostra como um jogo de tentativas que se limita a questões do ser físico, do concreto da madeira, do materialismo, muito mais do que para o homem religioso, que também o faz assim, mas não dá mesma maneira, na mesma proporção, o homem transcendental sabe que vive na matéria e, por isso mesmo, olha para cima, tenta encontrar uma luz da qual o homem materialista só percebe a possibilidade em seu leito de morte, quando muito.

A vida em sociedade é um exercício difícil em que somos menos solidários quanto mais somos materialistas, logo, fica fácil de concluir que sendo o homem, um ser religioso, transcendental, quanto mais equilibrada for sua vida, frente ao mundo das coisas sensíveis, sempre considerando também o transcendental, maiores são as chances de termos uma convivência melhor e mais pacífica, isso não garante nada, mas ao menos nos afasta da visão materialista, que certamente tem sido causadora de grandes guerras.  A figura do Estado é a representação maior da nossa falha espiritual, quanto mais leis existem no mundo, mais comprovada fica a nossa falha ao nos deixarmos ser comandados por psicopatas que sentem muita satisfação em tentar controlar a tudo e a todos por meio do Estado. Para esta questão, a palavra equilíbrio ganha em importância, mas estamos muito longe disso. Quanto mais poderoso é o Estado interferindo em nossas vidas, maiores são as chances de estarmos falhando e sofrendo as consequências de nossos erros. Ao contrário de Sartre, o homem transcendental jamais teria “passado-pano” para Stalin, vale lembrar essa enorme discrepância quanto ao comportamento de Sartre, nessa questão, ele validou os atos da maioria dos déspotas do século XX, e por isso, ao demonstrar  que tinha conhecimento desta questão quanto ao desejo por poder que existe no homem, seja por dominação, manipulação, disputas de poder, obtenção de prazeres sexuais, ciúme, vaidade, entre outros motivos, esses são todos pontos que Sartre acabou por se declarar, indiretamente, como inimigo da humanidade, pois ele permaneceu ao mesmo tempo elegendo o progressismo como ser supremo de sua própria estupidez. Negando a História, a Tradição e o Conservadorismo por pura conveniência ideológica, algo voltado apenas para o próprio bolso. A hipocrisia de Sartre está no simples fato de que ele acusava o outro lado de fazer coisas que ele mesmo é quem estava fazendo ou defendendo, a mentira necessita, precisa de tirar a atenção de si mesma, incondicionalmente, acusando a verdade e a realidade como se fosse ela mesma o bem, coisa que hoje sabemos que suas ideias representam até hoje o suprassumo do mal.  

Os progressistas que hoje denunciam os EUA como sendo um país imperialista, na verdade, estão apenas tentando encontrar maneiras de serem eles mesmos, os progressistas, os novos imperialistas, certamente que no progressismo o fingimento é uma ferramenta de uso permanente, usando de tudo para escravizar a todos. A simples convivência com esses psicopatas dificulta em muito a sobrevivência de quem tem consciência das mentiras dos ditadores progressistas, que são pessoas que não respeitam a vida dos outros, e menos ainda as opiniões contrárias, levando as pessoas de bem a ter que fugir do país para não serem executadas por esses ditadores que representam esses ideólogos progressistas, pessoas que não passam de fascistas acusando os outros de serem aquilo que, na verdade, eles é que são fascistas. Se dizem defensores da democracia, quando são eles mesmos os criminosos, muito mais desrespeitosos e assassinos do que qualquer outro que já tomou o poder na história. O simples fato de Sartre ter defendido ou de ter feito vista grossa para os abusos e assassinatos de Stalin,isso já demonstra o quanto, todos eles, são hipócritas e fascistas, infelizmente essa afirmação possui um sentido profundamente verdadeiro, cruel, porém, verdadeiro. Sartre está entre os pensadores mais hipócritas do século XX, por isso fica a pergunta: Sartre era um homem ou um animal?

Sartre vê o conflito como uma característica estrutural das relações humanas. Por exemplo: O amor para Sartre é uma demonstração materialista de alguém que acredita na matéria de maneira transcendental, um equívoco grosseiro, mas infelizmente bem comum. A visão esquizofrênica de “amor” de um demônio costuma ser no mínimo um ato que gera alguma curiosidade, a análise do amor em Sartre é profundamente pessimista e totalmente dissociada da realidade. “Quando amamos alguém, queremos algo impossível. Queremos que a pessoa nos escolha livremente, continue nos escolhendo para sempre. Mas liberdade significa justamente a possibilidade de mudar. Portanto, quanto mais livre é o amor, mais incerto ele se torna. Quanto mais tentamos controlá-lo, menos autêntico ele fica. Daí a tensão inevitável das relações amorosas.”. Fica a dúvida se ele está falando de si mesmo ou de como ele percebe como deveria ser o jeito de amar dos outros em relação a ele (ou gostaria que fosse assim), novamente ele insiste em fazer divagações que mais revelam coisas sobre ele do que sobre os outros. Isso o que ele descreveu sobre o amor pode ser qualquer coisa, menos amor, não passa de um relato materialista “sensível e prático”, feito um manual de geladeira.

Sartre entende “o desejo sexual como uma tentativa de aproximação entre duas consciências. Mas existe um problema. Nunca conseguimos acessar diretamente a consciência do outro. Só encontramos seu corpo. O desejo busca superar essa distância.

Contudo, ela nunca desaparece completamente”. Este é o ponto de vista de um materialista que não consegue ir além do que a própria visão materialista pode proporcionar, é como se não existisse nada além daquilo que pode ser medido e mensurado. Sartre é sempre o ponto de partida, o mundo só existe a partir dele mesmo, sempre a partir do que os próprios sentidos dele, como a visão e o tato, podem proporcionar, e pior, sempre tentando atribuir alguma transcendentalidade ao que é apenas físico, isso não parece estranho?! Realmente, é muito bizarro! Indiretamente a pessoa está dizendo que não existe nada no universo que não esteja ao alcance dela mesmas, e se caso ainda não percebeu a existência disso ou daquilo, é porque de fato não existe, nada mais egocêntrico. É um tipo de homocentrismo moderno, não declarado, enrustido, disfarçado, tudo para ludibriar ao grande público, ludibriar a todos. Um tipo de psicologismo não funciona para coisas físicas, porque primeiro parte da mente (a priori), está somente no campo das ideias, mas sempre partindo do mundo sensível, mas também dá “certo” se você fizer o contrário? Como se o pensamento fosse fruto da matéria? Mas isso para os progressistas não importa, o que vale mesmo é o próprio ego. Aqui Sartre nos oferece mais uma das inúmeras possibilidades do pensamento de duplo padrão progressista, ele consegue, até mesmo em uma questão que é tão absurdamente natural e necessária para a vida humana, transmutar o sentido em outra coisa, isso é algo que causa surpresa e também certa indignação, mas não deveria ser assim, pois, no fundo, já sabemos que os progressistas precisam criar para si mesmos uma visão própria de mundo, uma visão materialista de tudo o que for possível, uma visão absurda, estranha, esquizofrênica, mas quase que é inacreditavelmente poética, pois pode ser qualquer coisa, pode ser tudo, menos filosófica. Será que este cidadão acreditava mesmo nas próprias palavras?! Isso não importa, o efeito e o poder conquistado já são suficientes, o objetivo dos progressistas foi alcançado, a plateia permanece inerte, sem ação.

O trecho a respeito do “projeto fundamental” não carece de comentários, afinal de contas é como se ele dissesse que todos procuram desfrutar de seus próprios gostos, desejos, ideias, e é obvio que, consciente ou inconscientemente, a humanidade está em busca de algo, caso contrário, sem propósitos, nem estaríamos mais vivos. Estamos sempre em algum tipo de projeto fundamental, assim, ele retoma o duplo sentido, em um momento diz que o homem é condenado a ser livre, uma distorção que inverte o próprio sentido de liberdade, depois, ele diz que o homem escolhe o sentido de sua existência e a si mesmo, ou seja, em um momento Sartre diz que o homem nãotem escolha, em outro ele diz que sim.

Sartre vê o ser humano como “uma criatura paradoxal: Não é uma coisa”. Essa conclusãopraticamente nega todo o conteúdo de “O Ser e o Nada”, Sartre começa o livro defendendo e comparando o ser humano com uma pedra, uma mesa e uma montanha, isso é um procedimento de coisificação, pois ele sabe que ao comparar o ser humano com coisas materiais ele está rebaixando a vida a uma mera matéria física qualquer, “o homem poderia ser uma porta, um torno, um guarda-chuva”, daria na mesma se ele dissesse desta maneira, e seu objetivo de coisificar a humanidade seria alcançado do mesmo jeito, plenamente, mas, dizer que o homem é um paradoxo; isso faz sentido, afinal de contas, na devida proporção, não controlamos o que somos, o que pensamos, e o que desejamos, não da maneira que gostaríamos ou imaginamos, pois uma parte de nós apenas acontece, e com o tempo alguns vão conseguindo mudar e se transformar, outros não.

Os progressistas não se incomodam de passar “vergonha”, em serem desmascarados, eles sabem que estão defendendo ideias que não possuem nenhum sentido lógico e nem prático, e por isso mesmo não se incomodam em tratar o ser humano como uma coisa, e depois, ao final, e ao próprio gosto, quase que ao mesmotempo, encerram o assunto dizendo que o ser humano é “uma criatura paradoxal”, pois “não é uma coisa”, nada poderia ser mais contraditório. Esse jogo duplo é constante, permanente, desrespeitoso, enfadonho, repetitivo, insosso. Sartre nos apresenta a filosofia das platitudes, suas teorias são rasas, vulgares e suas ideias sofrem de demência crônica, ele diz o óbvio como se estivesse revelando o segredo do universo, para depois fazer conclusões absurdas frente as mesmas ideias que não se sustentam. Ideias que são consequências de uma tentativa bem sucedida de enganar e mentir (infelizmente), suas frases estão direcionadas a gerar audiência, proclamar falsas verdades, angariar fundos, conquistar votos, dominar a sociedade e acabar com todos que tentaram confrontar suas teorias, que ousaram revelar suas incongruências. O progressismo é a ideologia perfeita para os psicopatas, porque estes sim, estão condenados a indiferença, a insensibilidade, a falta de empatia, a total desconsideração pelas vidas alheias e, consequentemente, condenados a conviver com seus próprios pesadelos, sem ter a quem recorrer (a não ser no leito de morte), pela busca por mais e mais poder, eles sempre estão dispostos a tudo, menos a morrer por aquilo que dizem que acreditam, e sempre estão por fazer o que for preciso para obter o que desejam, fazem qualquer coisa, até mesmo escrever um livro com falsas ideias em nome do propósito do qual não são capazes de sentir. São consequencialistas em essência, pois para eles os meios justificam os fins, desde que seja sempre em prejuízo do outro, sempre causando sofrimento a vida do outro, roubando e gastando o dinheiro do outro, tomando as propriedades dos outros. Eles não fazem o que pregam! Se utilizam da mentira como meio de vida, isso é o que são, mentirosos crônicos, isso é o que sabem fazer de melhor. Mentir para tomar tudo o que seu, tudo o que for possível, tudo o que é do outro.

Não devemos confundir a falta de caráter com falta de inteligência, Sartre era mal caráter, não era burro, ele certamente foi uma pessoa que sabia raciocinar, isto é fato, mas assim como Gramsci, Marcuse, Marx, Engel, Saul Alinsky, todos gênios do mal, pessoas que brincavam com a falta de conhecimento dos outros, cínicos e mentirosos costumavam brincar com suas presas, sendo que alguns não possuem limites, vão até a morte. Muitos intelectuais do começo do século ainda não sabiam exatamente em que, suas ideias iriam desembocar, e ao darem de ombros para toda civilização humana em nome de ideias que matavam pessoas, provaram ser intelectuais do demônio. Certamente que Sartre era uma pessoa inteligente, mas que não tinha coração, era um ser que possuía ego, mas não tinha respeito pela vida do outro, era um ser que respirava excomungando o próprio ar, mas não sem antes exaltar a si mesmo, ele era alguém que comia enquanto cuspia no próprio prato, exorcizava seus próprio demônios ateando fogo no diabo no mesmo instante em que o vangloriava, Sartre é a própria essência demoníaca do século XX, disposto a matar aquilo que dizia amar, negou as consequências de seus atos a fim de fazer jus aos próprios enganos auto infligidos, nada mais cômodo para um hipócrita, cínico e mentiroso. Hoje só não sabemos se ele possuía ou não algum caráter, provavelmente não. Por isso, muitas vezes ainda não sabemos, até hoje, nesta terra de bandidos ideológicos, quem são os animais e quem são os homens, porque os porcos se misturam com facilidade entre nós. Na essência medíocre, prevalente da sua existência vazia, Sartre era só mais um, dos inúmeros monstros que fingia ser homem. Alguém poderia dizer, tanto faz, porque ele já morreu, mas infelizmente, mesmo depois de falecido, o mal de sua existência e de suas ideias continua matando pessoas inocentes, reverenciando e abrindo caminho para os déspotas do século seguinte, mas tudo, sempre em nome do “amor”.

Sartre era um homem ou um animal que fingia ser homem? Tanto faz, o mal de sua existência ideológica matou e continua matando pessoas inocentes, reverenciando e abrindo caminho para os déspotas, por meio da sua tentativa de apurou de uma suposta essência do “nada”, no fim o que ele queria era decretar a si mesmo como sendo um deus supremo na Terra, um falso deus materialista e sem caráter, mas na cabeça dele, um deus.

P.S. Caro leitor, caso você encontre alguma frase de Sartre em que reafirme suas ideias ou que contradiga minhas objeções, ficarei feliz em receber tais informações pelo site www.jornalistarogeriosouza.com.br

Ni homme, ni animal

Certes, Sartre était quelqu’un qui savait réfléchir, c’est un fait, mais était-ce quelqu’un qui n’avait pas de cœur ? Probablement pas. C’était un être doté d’un cerveau, d’os, d’un foie, d’un ego (surtout), mais qui n’avait aucun respect pour la vie d’autrui ; c’était un être capable de respirer tout en s’apprêtant à maudire l’air même qu’il respirait, non sans s’être d’abord glorifié lui-même. Sartre était un personnage singulier qui mangeait tout en crachant dans son assiette, qui exorcisait ses propres démons en mettant le feu au diable au moment même où il le glorifiait. Sartre, parmi d’autres, était et reste l’essence même démoniaque du XXe siècle, prêt à tuer ce qu’il disait aimer, niant les conséquences de ses actes afin de se montrer à la hauteur de ses propres tromperies auto-infligées, rien de plus commode pour un hypocrite, cynique, insensible et menteur ; aujourd’hui, nous ne savons tout simplement pas s’il avait ou non un quelconque caractère, probablement pas. C’est pourquoi nous ne savons toujours pas, dans ce monde de bandits idéologiques, qui sont les animaux et qui sont les hommes. Il est évident que ces prétendues phrases de Sartre ne constituent, au mieux, qu’une sorte de conjecture non vérifiée et, en l’absence de preuves suffisantes, ce qui compte, c’est ce que l’histoire a démontré au fil des années, durant lesquelles Sartre disposait d’un micro pour vomir ses apostasies, tout en feignant d’ignorer tout des assassinats de Staline.

Dans l’essence même de son existentialisme (en réalité, son « être-inexistant » ; Sartre était le néant incarné), était-il un homme ? Ou était-il un animal qui… Ou s’agissait-il d’un animal qui se faisait passer pour un homme ?! Peu importe, le mal de son idéologie a tué et continue de tuer des innocents, continue de vénérer et d’ouvrir la voie aux nouveaux despotes du XXIe siècle ; il a cerné l’« essence » du néant en se proclamant lui-même dieu suprême sur Terre, un faux dieu, tout comme le sont tous les matérialistes, et qui plus est, dépourvu de caractère.

Dans son livre « L’Être et le Néant », Sartre a défendu l’idée selon laquelle l’être humain ne possède pas de nature fixe, sans vraiment expliquer ce que cela signifiait réellement, car les grands médias étaient déjà rongés par le zombie du communisme, tout comme les universités, et personne ne remettait en question ses idées totalement absurdes. Pour tout relativiste, les mots ont le poids d’une bactérie en suspension dans l’air ; face à la confrontation d’idées vides de sens, Sartre se plaçait intentionnellement au-dessus du bien et du mal sans avoir à rendre de comptes à qui que ce soit, encore moins à Dieu ! Cependant, il a toujours servi de paillasson au diable et, comme tout sophiste et matérialiste a coutume de le faire (et continue d’une certaine manière à le faire ou à exercer une influence jusqu’à aujourd’hui, même après sa mort), il a laissé dans le sillage de ses phrases à effet (et presque dénuées de sens) une empreinte dans l’imaginaire d’une société qui n’a pas encore compris qu’il n’est pas possible d’être et de ne pas être en même temps. Sartre a défendu des idées absurdes qui ont contribué à plonger l’humanité dans le gouffre ; loin d’avoir aidé les gens (si tant est que cela ait jamais été le cas), il a indirectement contribué à tuer des personnes, mais comme

mais comme d’habitude, en affirmant toujours le contraire de ce que les résultats montraient. À travers ses livres et ses idées, on peut tomber sur des affirmations étranges, peu convaincantes et superficielles, des théories creuses dont, à son époque, presque personne ne se rendait compte de l’absurdité et du non-sens (ou faisait semblant de ne pas s’en rendre compte) ; il comparait l’être humain à des objets matériels, tel quelqu’un qui, en essayant de dénoncer l’autre, finissait toujours par se dévoiler lui-même, en se dévoilant comme un narcissique ridicule, égocentrique et matérialiste, ce qui aurait au moins dû susciter le rejet de la société de l’époque, où beaucoup étaient déjà rendus fous par le poison des idéologies progressistes (ce qui continue d’ailleurs à se produire aujourd’hui), mais qui, malheureusement, est passé sans être dûment corrigé, après tout, qui, en toute lucidité, n’aurait pas été capable de percevoir qu’il comparait l’être humain à une pierre, comme s’il s’agissait là d’un excellent exercice intellectuel, truffé de faux syllogismes ?! Il a fait les mêmes comparaisons invraisemblables entre l’être humain et une table, une montagne, et Dieu sait quoi d’autre encore ?! Presque personne n’a percé à jour la supercherie. Beaucoup feignaient l’aveuglement, presque tous étaient déjà endoctrinés, et cela est facilement démontré par les critiques littéraires de l’époque : dans les universités et dans les journaux, tout était déjà sous contrôle progressiste, tout était télégraphié. Comparer l’être humain à des abeilles, à des fourmis ou même à des choses inanimées, tout cela est pour le moins ridicule et puéril…

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